Como encontrar o caminho parte I.

domingo, maio 20, 2012

    Tenho uma folha branca à minha frente. Uma folha branca para preencher com este vazio que me consome. Se alguma vez alguém sentiu "aquele" calafrio que de lés a lés bate à porta da nossa casa das incertezas do futuro, certamente sabe do que eu estou a falar. Se não, bem, alguém me diga como é que se consegue viver uma vida sem por em duvida a maneira como a esta a viver. Porque eu, pergunto constantemente o que ando a fazer com a minha vida, e se isto que tenho, é realmente o que queria, e o que me falta (se é que me falta alguma coisa). E quando ponho estas dúvidas, é pior que mau humor matinal, fico que nem posso cheia de neura.
     A verdade é que odeio que isto aconteça, e já tem acontecido algumas vezes e nunca achei uma solução. Digo sempre para mim mesma "com o tempo arranjas a resposta". A questão é que o tempo passa e em vez de arranjar a resposta, arranjo ainda mais dúvidas. Normalmente são coisas simples as que me passam pela cabeça: porque é que ainda não estou a tratar das coisas para fazer voluntariado em África, porque é que parei de escrever, porque é que não trato mais de mim, porque é que o curso não está a correr tão bem quanto devia, porque é que tenho deixado tão de lado o meu lado protector do ambiente, porque é que deixei de ler, porque é que deixei de ter tempo para tantas coisas importantes? Porque é que deixei de ter tempo, ou deixei simplesmente de fazer as coisas que eu queria e quero que me tornem aquilo que sou? Distracções, penso ser a resposta.
     A vida mudou e com ela mudou também o meu sentido de ocupação, as minhas rotinas diárias, e até a minha maneira de falar! Algumas por bem, outras por mal. Então para arranjar resposta a este ponto quase sem retorno, depois de ter acabado de fazer um sudoku, peguei numa folha branco e num lápis aguçado e prontifiquei-me a escrever na folha palavras que simbolizam para mim aquilo que sou, aquilo que era, e aquilo que quero ser. E com setas e cruzes, interliguei-as. Apercebi-me então que a resposta para retomar o meu caminho é manter-me simples, manter-me conectada à  Natureza e focar-me naquilo que realmente me faz feliz.

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8 comentários

  1. Por vezes damos conta de nós perdidos e sem sequer conseguir chegar perto das coisas que antes nos realizavam pessoalmente.
    Acontece a toda a gente, mas nem todos conseguem ter o discernimento de aceitar que isso está a acontecer e encontrar o porquê de isso acontecer de modo a poder formular uma solução para evitar que continue a acontecer.

    PS: Tens de adicionar à tua lista de gostos a Astronomia! =)

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  2. É mesmo Mariana, é mesmo:)

    Quantas vezes não damos conta que somos só dúvidas... mas é como dizes "manter-me simples"

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  3. cá estou eu no teu novo cantinho, Mariana :))

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  4. Mariana, às vezes temos que nos deixar levar, acreditando sempre que vamos conseguir aquilo que realmente nos faz felizes. Como sabes, pelo meu blogue, tenho dúvidas e medos todos os dias. E tenho 3 crias para sustentar. Mas não vou desistir nunca. Vais encontrar o teu espaço neste mundo louco, mas tens que te encontrar a ti primeiro. Isso vem com o tempo e vai-se construindo. Não desistas. Segue sempre os teus sonhos, mesmo que quem te rodeia diga o contrário. Sofro com isso todos os dias, mas não vou desistir. Um beijinho e coragem... :)

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    1. Voltei a reler este comentário agora e fez-me, novamente, todo o sentido. Obrigada!!!♥

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