Subir a escadaria do amor.

sábado, maio 19, 2012

Hoje fui a um casamento, e para quem já me conhece, sabe que casamentos e todas as festas desse tipo não são realmente a minha onda. Digamos que até faço um bocado de sacrifício para ir, são pessoas demasiado bem vestidas para meu gosto, é o que é. Mas bem, adiantando, lá fui ao casamento e surpresa das surpresas, não é que adorei? A cerimónia religiosa foi tão linda que tive que me controlar para não me virem as lágrimas aos olhos. 
Tudo começou quando começaram a dar a Hallelujah do Leonard Cohen e o meu coração tremeu de satisfação como se de um ataque cardíaco se tratasse. E depois, foram as palavras do padre que me motivaram. O padre era novo, tinha 28 anos e não sei se foi por a idade ou mesmo devido à maneira dele ser, mas o que ali foi dito, foram as palavras mais sábias que alguma vez ouvi numa igreja. Com os olhos azuis, saudou os presentes com um sorriso que iluminava qualquer caverna e começou dizendo:  
"Eu peço desculpa, mas vou começar por agradecer aos noivos por me darem este momento, o momento em que me fazem acreditar no amor, e na luta por este. Obrigado a eles por acreditarem que ainda é possível existir uma vida a dois, especialmente nesta sociedade que nos diz constantemente que conseguimos fazer tudo sozinhos. Pois bem, isso é mentira, é a maior mentira que há nos dias de hoje! Obrigado por me fazerem ter esperança no amor. Amor este que não existe só nos praticantes, nem nesta maneira de viver, amor que existe em qualquer lugar, em qualquer sítio ou religião, amor que é tudo!, amor que é a força de viver. Agradeço-vos assim por hoje me darem mais um motivo para sorrir com o coração e continuar a espalhar as palavras de amor pelo mundo. Contudo, não vos querendo assustar, nem tudo é um mar de rosas. E quero-vos pedir para nunca - mesmo nunca! - adormecerem de cu virado um para o outro, independentemente do problema, quer seja por causa do dinheiro, do emprego, das relações sexuais, da família, falem! Nunca deixem a zanga instalar-se na vossa cama. Não escondam os problemas um do outro - nem sequer dos vossos filhos - amem-se, mesmo quando estão chateados. Namorem mesmo quando estão de trombas um para o outro. E façam isto, todos os dias da vossa vida, porque não há coisa mais bonita do que ver um casal de oitenta e seis anos a namorar."
E posto isto, como podem imaginar, fiquei a imaginar no meu futuro e como quero ser tão feliz, o resto da minha vida, com o meu alguém. E como lhe quero prometer, em cima da montanha mais alta (que alcançaremos juntos), que namorarei com ele muito para além dos oitenta e seis anos.

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5 comentários

  1. ando meia desligada do blog, mas já e sigo aqui também eheh beijinho

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  2. O importante é sentir e amar desse jeito tão próprio e único que nos faça nunca desistir da outra parte...
    Beijinho *

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  3. (ainda não li este post, irei ler daqui a umas horitas porque agora vou fazer um trabalho de filosofia)
    Pode ser que consigas numa próxima vez, eu já gostava bastante deles, e quando os vi no ano passado no alive fiquei a adora-los completamente, dão daqueles concertos que nunca na vida uma pessoa se arrepende de ter ido.
    E muito obrigada pela dica, vou ver se compro na proxima vez que for ao supermercado. :)

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  4. Olá Mariana :)
    Também eu não sou nada de casamentos, mas adorei o relato que fizeste deste casamento.
    Gostaria mesmo muito de acreditar que o amor é possível. Estou a fazer esse trabalho interno ,porque quando nos magoam torna-se difícil de acreditar,mas não desisto.

    Beijinhos

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