Projecto Felicidade, o livro.

domingo, agosto 19, 2012

      Acabei hoje de ler, pela segunda vez seguida o livro "Projecto Felicidade" da Gretchen Rubin. Na verdade, devo-vos dizer que não é meu hábito reler livros, aliás foi a primeira vez que o fiz se não contar o livro “A Lua de Joana”. Porém, mesmo que já o tenha feito mais vezes, esta foi a primeira vez que o fiz seguido. Mal acabei de ler o livro pela primeira vez, comecei-o logo de início. Um livro destes, a meu ver, merece ser relido, merece ser realmente saboreado. Merece ser riscado e ficar com as páginas dobradas de tanto as marcar. 
    E porquê? Porque este é um daqueles grandes conjuntos de palavras impresso em letras que realmente muda a vida de uma pessoa. E não se limita a dizer que vai mudar na contra capa, como tantas vezes acontece. Pelo menos, este livro de 329 páginas, mudou a minha vida completamente. Lembro-me bem de quando o encontrei, andava a vaguear por uma livraria (como costumo fazer sempre que passo por uma) com o N, quando ele se baixa, vai à prateleira de baixo e diz pegando num livro azul “Devias de olhar para este”, e assim foi abri-o e cada palavra que li-a sussurrava-me ao ouvido e ao coração «tens que me levar para casa», até que logo nas primeiras páginas encontrei esta frase “Seja quando for que leia este livro, seja onde for que o leia, estará no lugar certo para o começar”; creio que escuso dizer o que se passou de seguida. Já comprei este livro há uns largos meses, mas ao contrário do que que costumo fazer – que é devorar os livros – optei por ir lendo-o aos bocadinhos, para ele me inspirar aos poucos, dia a dia, hora por hora. 
  Mas afinal o que retracta este livro? Este livro é o relato anual de uma advogada, com uma vida perfeitamente normal e designada por “feliz” que começa a questionar a maneira como vive, a maneira como a vida está a passar por ela. O que eu gostei neste livro é que este relato, não é extremista como por exemplo o da autora de “Comer, Orar e Amar”. Não, ela alterou as suas rotinas dentro da própria rotina, dentro da própria normalidade. Continuou casada e com as suas filhas, não deixou de trabalhar, nem tão pouco mudou de casa. Este livro fez-me entender que a mudança está ali mesmo ao nosso alcance, basta nós querermos. E também por isso, comecei a escrever este blogue, a minha versão do meu projecto felicidade. 
        Durante um ano, a autora estabeleceu listas de tarefas e metas que teria que cumprir mês a mês, consoante as mudanças que ela achava revelante para a sua vida, para a sua felicidade. E é sobre isso que avança todo o livro. Contudo, embora possam pensar que o livro possa ser maçador, e mais um diário chato de alguém, enganam-se. Uma das provas disso é que no meu livro de duas em duas páginas encontram uma frase, um pensamento, algo, riscado – sim, eu sou daquelas pessoas que risca os próprios livros. Ao longo deste blogue vou colocando algumas dessas frases, para já aproveito para deixar alguma. Caso alguém queira ler o livro e não esteja para o comprar, entre em contacto comigo e pode ser que arranjemos uma alternativa. Despeço-me assim com as frases que mais me marcaram no livro. 

 “Embora partamos do princípio que agimos por causa daquilo que sentimos, muitas vezes sentimos devido à forma como agimos. Por exemplo, muitos estudos mostram que até um riso induzido artificialmente causa emoções mais felizes e uma experiência sugeriu que as pessoas que usam Botox são menos propensas à ira, porque não conseguem fazer expressões coléricas.” 

“- Acho que não te contei qual é o novo ritual de boa noite da Eleanor. Agora, quando a acabo de a embalar, levo-a ao colo até à janela e ela diz, «Boa noite mundo.»” 

“Em dias de sol penso «óptimo», um dia bom para estar ao ar livre e em dias cinzentos penso «óptimo», um dia bom para estar dentro de casa. Tem tudo a ver com a nossa atitude. Eu escolho estar feliz, independentemente do drama que se esteja a desenrolar na minha vida.” 

Ps: Nunca senti tamanha “tristeza” por um livro ter chegado ao fim, podem crer.

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5 comentários

  1. “Embora partamos do princípio que agimos por causa daquilo que sentimos, muitas vezes sentimos devido à forma como agimos. Por exemplo, muitos estudos mostram que até um riso induzido artificialmente causa emoções mais felizes e uma experiência sugeriu que as pessoas que usam Botox são menos propensas à ira, porque não conseguem fazer expressões coléricas.” Como defendeu já há muito tempo William James na Teoria Fisiológica da Emoção. Lembras-te?

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  2. Ai Mariana, fiquei super curiosa por ler o livro, pareceu-me um livro que eu compraria... podes dizer o preço? beijinhos

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    Respostas
    1. Se bem me lembro o livro custou uns 16euros :) É uma compra muito boa! *

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  3. Uau, eu também sou assim pelos livros e eu estou muito curiosa em relação a este, vou procurar e comprar com toda a certeza :)
    Obrigada pela partilha, gostei do blog :)

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