Chá

A minha (tão linda) Rota dos Chás.

quinta-feira, junho 28, 2012

      Descobri a Rota do Chá assim num acaso. Desde esse dia, nunca deixei de lá ir. É dos meus sítios favoritos do Porto. Não só porque a quantidade de chás é surpreendente, mas todo o clima da Rota me faz sentir eu própria, sem máscaras, sem medos. Só eu. É a minha filosofia, o meu espírito. Vi-a crescer, aumentar os espaços, mudar as ementas, já tive lá conversas que ainda hoje guardo no coração, beijos que me derreteram a alma, abraços que deixam saudades. Este sitio é tanto de mim!


      E hoje, decidi lá voltar, como não podia deixar de ser. Fomos os quatro, eu o N., a B. e a M.. O chá do dia era chá branco com frutos silvestres (dos meus favoritos!) e pedimos o delicioso bolo de chocolate da Rota. Como ainda tivemos tempo para vadiar um bocadinho pela Miguel Bombarda, ainda fiquei mais deliciada. Aquela rua, aquela rua, faz-me apaixonar cada vez mais pelo Porto e por todo o caminho que tenho feito, é uma rua cheia de criatividade e de possibilidades!


      Adoro estes dias felizes, que passam por uma ida à rota e um jantar lá em casa (eu e o N. fizemos uma lasanha vegetariana que estava uma maravilha) que enche o dia de risos, mimos e alegria. É tão bom, não é?

Reflexões

Às vezes é preciso ter coragem...

domingo, junho 24, 2012

     Não sou menina de me chatear. Aliás é raro ter uma zanga que me dure mais que uma semana. Não gosto. Amuos não valem de nada, e é falar que a gente se tende. Mas às vezes aparece alguém que excede os nossos limites, as nossas esperanças, as nossas capacidades, e tudo explode. Eu explodi. Não me arrependo. Também tenho direito a isso. E neste caso tive tanto direito! Sou exigente com as pessoas, admito. Gosto de retribuições, e de equilíbrio numa relação. E caso isso não aconteça o caldo pode entornar. Mas raramente entorna, usualmente eu arranjo calma e paciência para o aguentar mais tempo na panela. Mas quando o tempo supera as horas, e a paciência se torna ridícula, toda a casa fica suja. 
    E mais do que sujar a casa, o que custa mais é conseguir limpá-la. Algum dia se consegue totalmente? Mas uma pessoa tenta. Uma pessoa até tenta, pé ante pé, começar a limpar. Mas existem caldeirões infinitos que não param de verter. E nesse caso, com coragem no punho, mais vale pegar nas trouxas, devolver aos donos recordações que ainda partem mais o caldeirão, e mudar de casa. 
    Recomeçar. Mas alto lá, uma pessoa não pode estar sempre a recomeçar. Só quando o caldo estiver devidamente entornado. E neste caso está, portanto, mudei-te de minha casa. Empacotei as tuas coisas, e faz-te ser humano, antes que seja tarde de mais. Porque, caso não saibas, perdeste-me tão totalmente quanto me tinhas (e era tanto...)

Receitas

Como se faz um São João Vegetariano?

sábado, junho 23, 2012


      Este ano o São João acabou por ser um bocadinho diferente. Não fui sair, mas também queria marcar a data com algo especial. Dessa forma "obriguei" a minha mãe a arranjar uns balões para decorar o jardim. Fiz uma tarte  Fragipane com frutos silvestres que ficou um miminho (receita aqui) e ainda grelhei os legumes (corguete, manga, pimentos) para substituir a sardinha. No final o jantar foi bastante bom. Depois do jantar o N. veio cá a casa, e ficamos ainda um bocado no jardim a ver o céu ser invadido de pequenos balões de ar quente. Sinceramente aprecio muito mais isso a fogo de artificio. Acho que tem uma beleza mágica. E foi inevitavél não me lembrar da cena do filme "Entrelaçados" da Disney. E assim se passou a noite, com muito amor, muita alegria e muita magia! Bom São João para todos.

Reflexões

Comes and goes.

domingo, junho 17, 2012

    Ninguém gosta de despedidas. De uma maneira ou de outra, ninguém quer ser sujeito às mesmas, ninguém gosta de as coleccionar, nem sequer acha de bom grado assisti-las. Uns de óculos de sol, outros de olhos enxaguados e ainda outros dispersos na frieza da sua fortaleza, seja como for, ninguém gosta de despedidas. Especialmente se forem despedidas eternas. Existe quem se esconda delas, outros fogem correndo que nem atletas olímpicos e há quem as enfrente. Eu ainda não descobri a solução. Como é suposto reagir-mos à perda? Como é suposto conseguirmos não chorar quando vimos pela última vez alguém que amamos? Como é que é suposto vivermos depois disso? Vamos esquecer, vamos recordar, vamos sorrir? Como é suposto? 
       Tive o meu primeiro funeral aos seis anos de idade e foi a primeira vez que encarei a morte. Acho que naquela altura encarei bastante melhor do que encaro nos dias de hoje. Naquela altura ainda era esperançosa e o meu coração não era nada frio e magoado. Nesse dia, há mais de doze anos atrás, conta a minha mãe vezes e vezes sem conta, quando a vi chorar, agarrei-lhe a mão com as minhas mãos pequeninas e pedi-lhe para não chorar, que ela ia continuar a ver-nos no céu. Céu... é lá que estão as pessoas? Estão-me a ver agora? Enfraqueci com o tempo, julgo. Agora, em funerais, sou apenas capaz de controlar as lágrimas - quando consigo - e de abraçar as pessoas e dizer "vai ficar tudo bem". Mas sabem que mais? É mentira. Nem sempre as coisas ficam melhores. Às vezes elas só pioram. As pessoas não querem despedidas, e nunca se preparam para elas. Afinal, quem se quer preparar para dizer adeus?
       Existe palavra que doa mais que um adeus? Venham todos os insultos do mundo, que garanto-vos que nada me magoa mais, do que alguém que se encontra bem vivo, a dizer-me adeus. Porque não há nada mais doloroso do que ver alguém a matar-nos da sua vida. Ainda que existam pessoas que são como ondas, vão e vêm, o adeus não deve ser pronunciado. Devíamos ficar sempre pelo até já. Pelo menos não dói tanto, pelo menos traz-no esperança. E em confissão vos digo, que existem certas pessoas, que já não voltam, há qual eu ainda não disse adeus. Pessoas que ainda tenho esperança que apareçam de vez em quando, para matar a saudade, para dizer "eu ainda estou aqui", para manter o meu coração deserto delas aquecido. Nem que seja em sonhos, haverá sempre esperança. Haverá sempre um gosto de ti a ser pronunciado na penumbra da noite. Esta é a minha maneira de encarar as despedidas, com lágrimas, com abraços, e com a esperança de nunca realmente haver um adeus. O meu problema, claro está, encontra-se depois da despedida, no prosseguir com a vida. Ainda não o sei fazer, e pergunto-me se algum dia saberei, se algum dia estes vazios se preencheram, ou se o meu coração para além de ter partes desertas, também vai parecer para sempre uma bola de queijo suíço.

Reflexões

"A liberdade é uma maluca, que sabe quanto vale um beijo."

quarta-feira, junho 13, 2012


      O dia de hoje teve muito haver com este post. E não é ao calhas que o seu título se direcciona a uma canção (do grande Jorge Palma) sugerida nos comentários, nenhum outro título faria sentido. Ontem acabei o dia dizendo que vale a pena lutar, vale a pena acreditar, vale a pena fazer esforços e especialmente ser feliz. Em grande contradição hoje à hora de almoço tive semelhante dor de cabeça e enjoo que nem consegui almoçar. Demorei-me ainda uma hora no sofá enquanto assistia a esta reportagem (que aconselho toda a gente a ver, apesar de ainda não ter uma opinião devidamente formada sobre a mesma) e nos entrantos pensava no que me tinha levado a escrever o grande desabafo de ontem e o que isso tinha gerado. O que me levou a pensar num amigo meu que disse que ao ler o texto se lembrou e se sentiu incentivado para fazer umas coisas que tinha pendentes. Rapidamente comecei a pensar nas minhas "coisas pedentes". O que é que estava na minha lista de coisas para fazer? Qual é a minha tarefa adiada? Arrancar as ervas daninhas do jardim, claro está.
        E foi essa mesma tarefa adiada, que me tirou os enjoos e a dor de cabeça. Perto das 2h fui para o jardim com o meu pai e só saímos quando tínhamos o canteiro dos girassois, dos narcisos e dos crisântemos totalmente livre de ervas daninhas, isto é às 4h35! Passo então a explicar porque é que esta é uma tarefa adiada. Quem me conhece, quem me lê, ou quem já topou a 'minha cena' sabe que eu adoro plantas, flores, frutos, a terra, a Natureza em si. E desde há muito tempo tenciono começar a participar mais activamente na lida do quintal cá de casa, até porque se sou a favor da agricultura e desse modo de vida, tenho que o praticar, as coisas têm que ser coerentes. Se gostas de laranja, não vais andar sempre vestido de preto. Contudo desde que saí de casa (embora isso não seja desculpa) nunca me dispus realmente para tal feito. Hoje foi o dia. E essas duas horas e tal a levar com o sol, a mexer na terra, e a falar com as plantas (e com o meu pai, ao som de Bon Iver) fizeram-me tão mais feliz do que se tivesse ficado o dia todo a ver documentários, séries ou a ler.
       Enquanto estava entretida na jardinagem lembrei-me de uma conversa que um dia tive com uma pessoa que conheci, em que em género de despedida lhe disse «vejo-te pelo blog», ao qual essa pessoa me respondeu «Eu já não ando pelo blog Mariana, deixei-me disso. Eu ando pela vida, ando lá fora a explorar, a viver.» Na altura não percebi muito bem se isso era uma critica ou o que raio era, agora realmente entendo. Entendo que tantas vezes deixamos passar alegrias (como a que eu tive hoje) por coisas de nada, por virtualidades
       E por falar em virtualidades, confesso que nestes dias senti a falta imensa do facebook (do twitter já nem me lembro...), senti a sua falta para saber de noticias e actualizações dos meus interesses. Então ontem criei um novo, mais pessoal, completamente privado, sem que ninguém soubesse da minha vida, mas foi inevitável, mal entrei comecei a ver cusquices e coisas que me irritaram. Já para não falar que me senti extremamente desiludida comigo mesma. Então hoje, depois da jardinagem e de ter visto o jogo de Portugal com o meu pai - a dizer mal e bem dos jogadores, como se eu fosse muito entendida - percebi a resposta da pessoa. A vida está lá fora. E se quero novidades, se quero estar informada sobre o mundo, sobre o ambiente, e sobre tudo o que me fascina (ou pode vir a fascinar) não preciso dum facebook, preciso de sair lá para fora! Claro que o facebook é uma plataforma fenomenal, e acaba por ser bastante útil, mas sem ele também se consegue viver e ter acesso a muita informação! (e muito melhor tratada)
     De modos que, depois deste dia de descobertas e sorrisos, decidi fazer um jantar bem ao estilo de Portugal - e porque é dos pratos favoritos do meu pai. E enquanto contava à minha mãe o relato do jogo, e o quanto fiquei fascinada pelo desempenho do Nani, fui fazendo umas pataniscas de vegetais (que foram acompanhadas com arroz frade e salada de alface). O jantar correu às mil maravilhas, assim como todo o dia. Não é fascinante como uma simples actividade nos pode fazer tão felizes de forma a conseguirmos contagiar tantas pessoas? Haja alegria, haja jardinagem e haja Portugal a ganhar os jogos (já agora)!

*** A receita é bastante simples: junta-se água com farinha até obter uma pasta. Depois corta-se os pimentos, os tomates, a salsa, o manjericão, os alhos, a cebola, e os oregãos muito miudinho e junta-se à pasta assim como se junta ovos, sementes de linhaça e sésamo e um bocado de sal. Mistura-se tudo e é só fritar! E está pronto. ***

Reflexões

Ainda vale a pena sermos felizes?

terça-feira, junho 12, 2012

       Ultimamente tenho andado de olhos vendados pela rua, e quero ser fantasma invisível até às mais puras imaginações. Tenho medo de olhar para o mundo. Faz-me confusão ver o estado em que as coisas chegaram. Olho em meu redor e sinto tantas vezes um nó no coração, uma tristeza a apoderar-se de mim. Onde vamos parar? Penso nisto cada vez mais. O que fizemos de nós? Qual é o nosso futuro? Virão mais guerras, mais declínios, mais mortes, mais lágrimas, mais rancores? Que sociedade é que nos estamos a tornar? Quando é que isto vai parar? 
          Acredito que as pessoas, tal como eu, se sentem sem rumo.  Cada bocado de nós puxa para um lado diferente, é algo que diz que devemos ser simples, e outro que diz que sem sermos complexos não vamos chegar a lado nenhum, uns dizem que temos que amar o próximo e outros dizem que não se pode confiar em ninguém. Entre ilusões e irrealidades, onde ficamos? Onde está a verdade? Onde está o caminho? Sinto que continuamente a estrada que faço - como todos nós fazemos - está a ser apagada e manipulada por outros que vêm atrás de nós, ou que retrocedem só para nos alterar o caminho. Mais uma vez pergunto: Onde vamos chegar?
         Houve um tempo em que acreditei que o sorriso era a solução para esta crise, e que bastava um bocado de tempo e de disposição para o sol chegar. Hoje, acrescidas as responsabilidades e mais ciente do mundo, temo dizer que o sorriso deixou de ser modo de vida e passou a ser distracção momentânea - o paninho quente sobre a febre que nos consome. Este mundo está a pôr-nos doentes, não está? Qual é o medicamento então? Quem é que já estudou os nossos casos e se prontifica a dar-nos uma solução rápida, eficaz, e sem lucros por trás? Quem é a pessoa genuína nobre e honesta que nos vai tirar disto? Alguém nos vai tirar disto, por ventura? Juntos já nem sei se conseguimos. Sinto na minha voz medo, pavor, e instabilidade. Três palavras que nos têm classificado tanto e entrado para os ouvidos como ar. Por um lado dizem-nos que o cenário é mesmo mau, mas que caso formos para um psicólogo, tudo fica bem. Mentiras! É tudo a puxar para lados diferentes. Claro que não vamos conseguir remendar isto juntos, se continuar-mos assim não vamos. Nos dias actuais, qualquer assunto é motivo para discussão, as pessoas estão deprimidas consigo, com o mundo e com tudo o que lhes está associado. Se temos medo? Claro que temos medo! Se estamos rancorosos? Podem crer que sim.
          Acordo e adormeço com dúvidas. E "ainda" só tenho 18 anos. Mas, bem ou mal, de pensar nunca tenho férias. Tenho medo que os meus pais fiquem sem emprego, que um deles adoeça ou que sejamos assaltado. Porque isso iria mudar toda a minha vida, não só do lado afectivo (tanto do lado afectivo) mas também do monetário. Deixaria de estudar? Mesmo agora que estou na faculdade, não sei se vou ter emprego, quanto mais se não andar. O curso que tiro vai levar-me a algum lado? Concretizarei os sonhos que guardei minuciosamente na gaveta? Irei viajar pelo mundo, ajudar em África, escrever um livro? Sei lá eu! Já nem forças tenho para sonhar. As duvidas assolam-me o espírito. E sim, tenho rancor de toda esta situação, porque não é minha culpa. É culpa de quem afinal?  E os impostos têm que ser pagos, as obras na casa têm que ser feitas, roubam-nos materiais, exames médicos têm que ser realizados, os exames têm que correr bem, o jantar tem que ser feito, o quintal tem que ser arranjado, o quarto tem que ser arrumado, os medicamentos têm que ser tomados.. Mas caramba! Quem tem cabeça para tudo isto? Quem não desanima? É que mais isto são reuniões, as discussões, os planos para as férias, as contas para os orçamentos. E tão mais, tão mais! Sim, nós desanimamos. 
         Mas, e aqui é que vou parecer eu a falar, não são os psicólogos que nos vão dar as soluções. Eles dão-nos forças, dão-nos um empurrão se for necessário. Mas a solução tem que vir de nós. Ou seja, temos que exigir mais de nós? Sim, temos. Porque embora os sorrisos possam não resolver nada, e não consigamos fazer nada juntos, é das poucas coisas que temos. É das poucas coisas que não têm o direito de nos deixar em dúvida!  Nós temos que encontrar o nosso próprio caminho (dificuldade máxima dos tempos de hoje). E quando toda a gente diz para irmos aquela livraria que está em descontos, vamos falar-lhes de bibliotecas e de book crossing. Se as pessoas falam em comprar cães, vamos falar-lhes em adopções. E se toda a gente diz para irmos dizer mal de alguém no facebook, vamos pensar numa maneira de desfazer os males entendidos. Muita da pobreza de hoje em dia está na nossa cabeça!! E sim, temos todo o direito a ter duvidas, apertos no coração, e tristeza (quem não tem?), mas também sempre que pensarmos nisso - como eu estou a fazer - temos que pensar naquilo que nós podemos fazer.
         Hoje é um dia. Um dia em que estamos vivos. Hoje é um dia em que pudemos e devemos sentir a vida. Claro que é muito mais fácil desanimar e arranjar escapatórias, mas e então onde está a luta? A verdadeira luta? Estamos a esquecer-nos de lutar contra a maré, não é? Estamos a esquecer-nos de lutar pelo nosso próprio caminho. Vamos tirar um minuto (ou meio minuto, se um já for pedir de mais) e vamos respirar... Vamos arranjar soluções. E se hoje em vez de vermos a telenovela ou as noticias ler-mos um livro, ou ouvir-mos um bom cd acompanhado com as estrelas? E se hoje perguntarmos aos nossos pais/nossos filhos como lhes correu o dia e mais do que isso para eles nos dizerem as partes boas do seu dia? E se hoje deixássemos as próprias duvidas a marinar, e navegando chegarem às soluções?  
       Reparem, comecei este texto tão irritada, perdida e triste sobre o mundo, e acabei agora tendo uma noção tão grande do meu caminho. Temos medo de deixa fluir não é? Temos medo de tomar decisões fora do normal. Temos medo de sermos demasiado fantasmas nesta sociedade, e de não conseguirmos alcançar a casa de sonho ou dar aos nossos filhos aquilo que sonhamos para eles. Os sonhos às vezes matam-nos. E mais que isso, desiludem-nos, fazem com que nós queiramos desaparecer. Isso é normal. Mas depois de querermos desaparecer é bom, querer aparecer, com a força do sol, e mostrar ao mundo a alegria que ainda existe! Que ainda vale a pena querermos ser felizes. Ainda vale a pena lutar pelas respostas, e esperar pelo dia em que a felicidade vai chegar. Vale a pena.

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