amor(-meu).

segunda-feira, dezembro 09, 2013

Hoje apetece-me escrever um texto de amor. Porque há muito tempo que não te escrevo e mesmo assim não me sais do pensamento. Porque mais do que toda a gente, tu compões o meu pensamento, tal como um músico compõe a melodia das suas músicas: com um timbre melódico, vibrante e quase viciante. Hoje apetece-me escrever um texto de amor porque as saudades começam a transbordar deste coração tão teu. Apetece-me escrever um texto de amor, para recordar aquilo que fomos, somos e sempre seremos. Apetece-me escrever-te, meu amor, porque a lua já vai alta e começa a iluminar claramente a falta que fazes nesta casa que, sem ti, está tão vazia. Faz falta a tua voz bem perto do meu ouvido, faltam os teus braços à volta da minha cintura, o teu sorriso dentro do meu, as tuas mãos entrelaçadas nas minhas. As noites estão geladas e este frio, sem ti, ainda me congela mais, congela-me a alma, o coração, os lábios e tudo aquilo que se habituou a viver contigo e que, de outra forma, não consegue reagir. Faz-me falta o teu toque para o meu coração despertar, para voltar a ter a pele arrepiada, os olhos enrugados de tanto sorrir e o amor bem perto de onde quero: de mim, de ti, de nós. Porque só assim funciona. Hoje escrevo-te mais um dos textos de amor porque de ti só sei escrever textos de amor. E hei-de coloca-lo debaixo da minha almofada, para que os sonhos que todas as noites me invadem o pensamento, se tornem realidade e que amanhã possa voltar a acordar contigo ao meu lado, com o melhor bom dia que algum dia alguém me pode desejar.

Cosmética Natural

O melhor hidratante de lábios do Mundo {Sabonetes da Su}

sábado, dezembro 07, 2013


Já aqui tinha dito uma vez que se há coisa, no que diz respeito a produtos de beleza, que eu não dispenso é o hidratante de lábios. Tenho que andar sempre com um na carteira (existem dias que chego a andar com mais de três) e coloco regularmente durante o dia. Isto porque desde que fiz um tratamento à pele por causa do maldito acne os meus lábios ficaram mais sensíveis do que a pele de um bebé. Tenho o ritual da hidratação antes de ir dormir, mas isso nem sempre é suficiente. Especialmente quando se mora num sítio gelado como é Vila Real. Portanto, podem imaginar o meu grau de felicidade quando a Susana dos Sabonetes da Su me disse que ia criar um hidratante labial.
Durante anos andei à procura de um hidratante ideal: sem químicos e ingredientes esquisitos, feito em Portugal, com um sabor agradável (que não enjoasse), fácil de colocar e que, acima de tudo: resultasse. Já uso este hidratante há um mês e até agora ele tem sido o meu preferido de todos: adoro o sabor, a maneira como os meus lábios ficam brilhantes, mas sem uma cor estranha ou a notar-se demasiado, gosto de os sentir assim hidratados e estar consciente daquilo que estou a usar.
Já falei muitas vezes aqui da marca "Sabonetes da Su" (desde da primeira vez que conheci a Susana, e dos cremes que desde que conheci não parei de usar) e não é por adorar todo o trabalho que vem desta marca, que vos recomendo muito este hidratante, a verdade é que os meus lábios comprovam o seu efeito. E olhem que são lábios bem exigentes! O hidratante agora também existe em stick e em vários sabores: amora, chocolate/baunilha e alecrim/menta. Para já só experimentei o de alecrim/menta, mas estou ansiosa por experimentar o de amora! No entretanto, espero os feedbacks de quem experimentar. Aproveitem e visitem a página do facebook dos Sabonetes da Su.

Um xi-,
Mariana.

Viagens

Mais um bocado de "finais felizes": Cesky Krumlov {Verão 2013}

segunda-feira, novembro 25, 2013

Lembro-me que, quando começamos a organizar esta viagem, disseram-me "de todos os sítios que vais visitar aposto que te vais render por Cesky Krumlov". Seu dito, meu feito. Não havia nenhuma expectativa para esta estreia na Republica Checa, não havia história nenhuma, decidimos ir e oxalá não tivéssemos voltado. Não sei bem o que me prendeu a esta cidade, se a sua beleza, a sua magia, ou tudo de bom que vivi lá. Só sei que, em rivalidade com a Eslovénia, esta cidade mostrou-se um dos meus sítios favoritos do mundo inteiro.


Cesky Krumlov, é uma cidade pequenina situada na Républica Checa que só nos últimos tempos foi descoberta pelos turistas. Esta cidade mantém as casinhas e as ruelas desde há muitos anos atrás, isto porque foi das poucas cidades checas a não ser atingida pela guerra.


Esta foi a nossa grande entrada na Républica Checa e quase a lembrar-nos a nossa entrada em Tallin, na Estónia, encheu-nos bem as medidas. Fiquei desde o primeiro instante encantada com as vistas, a hospitalidade (ficamos na pensão Krumlov que nos recebeu muito bem!) e a magia desta cidade. As ruas eram ainda feitas em pedras, que já estavam gastas pelo tempo. Os edifícios quase que nos contavam histórias dos tempos passados. A fotografia em cima mostra aquele que foi o meu sitio favorito da cidade. Não é preciso dizer porquê, pois não?


Estivemos nesta cidade só um dia, mas devo dizer que a percorremos de cima a baixo. Talvez não tenhamos visto tudo, obviamente, mas esforçamo-nos ao máximo. Tudo naquela cidade quer ser visto. A originalidade é extrema (já viram a porta da loja de arte, na foto em cima?!). E embora seja uma cidade bastante pequena tem muito a dizer. Entramos no castelo (protegido por um urso verdadeiro!!), frequentamos a feira medieval, tiramos fotos, descansamos à beira rio, provamos as iguarias... Apaixona-mo-nos e enamoramos todo o local.


Apanhamos um susto na nossa primeira refeição na República Checa porque verdade seja dita, não percebíamos nada do que estava escrito. Não comemos nada de jeito. Mas as sobremesas trataram de nos encher a barriga!


Ao final de almoço, assistimos à viagem destes "recém-casados" que nos deixou logo com outro humor! Como já disse, a criatividade nestas cidades é extrema. E os recantos mágicos também o são. Enquanto, no resto da tarde, visitamos o museu (conservado num estado belíssimo!) e a feira medieval, fomos recebidos por vários artistas: pintores de rua, malabaristas, cantores, bandas inteiras a fazer concertos espantosos na rua! Uma total benção.


Outra coisa que esta cidade tem de mágico é a sua adaptabilidade às crianças. Não cheguei a perceber se havia alguma história ou não em relação a isto que vos vou contar, mas Cesky Krumlov tem imensas lojas de brinquedos de criança feitos em artesanato! E são tão mas tão lindos, que tive uma pena imensa de não os trazer cá para os meus futuros filhos. Lindos de morrer.


Os miradouros são imensos e cada um com paisagens mais bonita que a outra.


Contudo, devo admitir, uma coisa que mais me conquistou nesta cidade foi o seu doce tradicional: Trdelnik. Não sei bem explicar como é feito, mas é das melhores coisas que já provei. Existem vários sabores e várias lojas espalhadas pela cidade (como a da fotografia de baixo). O cheiro é inconfundível e o sabor... divinal, no mínimo. 


O divinal trdelnik na foto de baixo... ai que fome! Não tem mesmo bom aspecto? E é servido quentinho.


Outra coisa que reparei nesta cidade é que as noites são mesmo muito animadas. Até altas horas existem pessoas nos miradouros, nas ruas a cantar, nos jantares, no rio.. a aproveitar o dia. No jantar deste dia, aconteceu uma coisa muito "gira": a minha mãe pediu costeletas de porco para jantar e não é o nosso espanto quando na mesa aparecem mesmo costeletas de porco inteiras! Rimo-nos até fartar.


Foi só um dia nesta cidade, mas foi tão bom! Para quem não conhece cá fica a sugestão. E para quem conhece, há-de compreender o meu fascínio! Contudo as viagens continuaram..

To be continued.. 

espero que ela oiça. *

quarta-feira, novembro 20, 2013

Acordei com as mãos frias e com o coração gelado. O céu estava cinzento e as nuvens ocultavam o céu. Como estava o tempo há um ano atrás? Acho que não tive tempo para perceber. Ainda não sei bem como aconteceu, mas foi há exactamente há um ano atrás que recebi a notícia da tua partida. A triste, amarga e fria notícia de que tinhas ido embora. Porque é que não ficaste mais um tempo, meu bem? Um ano que se passou e ainda espero que chegues. Que quando voltar para casa, o teu menino me diga para te irmos visitar ao hospital e que está tudo bem, vais ter alta e vamos continuar a beber chá e comer bolachas maria com queijo.
Tenho saudades tuas, avó. Mais saudades do que acho que o meu coração pode suportar. Devias ter ficado, sabes? Devias ter ficado porque este mundo sente muito a tua falta. Não sou só eu. As flores já não brilham como antes, como tu as fazias bilhar, o céu preenche-se demasiadas vezes de noites “tristes como a gente” e não fica quentinho como tu tão gostavas para irmos de comboio ao Porto. Acreditas que até os pássaros sentem a tua falta? Já não os oiço cantar. A única coisa que oiço, de vez em quando, é a tua voz. A tua doce voz, a chamar-me riqueza e anunciar que não partiste.  Os meus ouvidos sentem saudades de te ouvir: a falar das contas, das rendas, dos legumes e de tudo aquilo a qual acrescentavas um brilho extra. O meu corpo sente saudades de te abraçar e toda a minha alma sente-se incompleta sem ti. Devias ter ficado, porque só assim é que este mundo era completo. Devias ter ficado porque eu queria que os meus filhos te conhecem, que fosses ao meu casamento e que fosses tu a explicar aos meus netos a magia do chá. Devias ter cá ficado porque o futuro não tem lá muita lógica sem ti, simplesmente não tem.
Foste (e és) o único ser humano que sei que tem a capacidade de iluminar este mundo. Por isso em dias como hoje, em que a madrugada começa escura e que o dia se transforma em luminoso e com o sol digno de São Martinho, sei que és tu. Que ainda são aqueles bocados de ti que nunca morrem a manifestarem-se. És tu a relembrar-me que todos os dias são lindos e que me vais sempre iluminar o caminho. Como a mãe diz, existem três estrelinhas que estão sempre comigo. E tu, meu amor, és a maior delas todas. És tu que iluminas o céu mais escuro e me ajudas a aguentar esta vida, que nem sempre é fácil.
Sabes, hoje ando sempre com as mãos geladas. Com aquele ar gélido que se tatuou o meu coração há um ano atrás. E sei que também és tu. Lembras-te quando te aquecia as mãos, que estavam sempre geladas, debaixo da manta quente? E ficávamos serões e serões a falar de mãos dadas? Hoje as minhas mãos estão assim frias, como se tivesse estado o dia todo a aquecer-te, a tratar de ti. Mas afinal quem tratou sempre de mim, foste tu, não foste? Por isso é que secas as minhas lágrimas com estas (tuas) mãos geladas, por isso é que o sol está tão brilhante – noutro caso estaria triste e miserável desde a tua partida -  e por isso é que hoje ainda consigo sorrir: porque conheci alguém que sempre tratou de mim e aninhei o meu coração no melhor ser humano que conheci. E mesmo hoje, fizeste questão que eu não me esquecesse disso. Porque tu estás sempre presente. Porque tu não te vais embora e estejas onde estiveres a recordação deste amor tão grande está sempre comigo. E isso, vai vencer sempre qualquer saudade. Mas mesmo assim, hoje, só hoje, podias recuar  um ano atrás e alterar tudo para continuares aqui, ao meu lado. 

Respiro fundo e lembro-me da força, que guardo dentro do meu corpo, espero que ela oiça.

Viagens

O paraíso Alemão: Landshut {Verão 2013}

terça-feira, novembro 19, 2013

Gostava de ter fotos deste local para que fosse perceptível tudo o que vou dizer... Mas fiquei tão admirada com a sua beleza, que nem tempo para pegar na câmara tive. Foi no terceiro dia de viagem, depois de termos saído de carro de Starsbourg que chegamos à Alemanha, a uma pequena aldeia chamada de Landshut. Chegamos já no pôr-do-sol e toda a montanha estava iluminada por uns raios laranjas e amarelos que tornavam a relva ainda mais verde e tudo o que nela poisava reluzente. Não havia quase carros e tudo estava silencioso. Desfilamos com o carro pelos campos de trigo, pelas várias culturas semeadas e o sol sempre nos acompanhou. A casa onde ficamos era chefiada por um casal de alemães que não falavam nada inglês... Logo aí foi uma comédia. Mas lá nos safamos. Nessa noite, com os grilos a acompanhar-nos, comemos o melhor gelado de sempre: feito com chocolate bounty, o meu preferido. A lua estava clara, linda. Mas de repente, durante a madrugada o céu escureceu de tal modo que uma tempestade atingiu-nos: chuva e trovoada iluminavam e preenchiam tudo lá fora. Eu permaneci sentada na cama olhando para a janela e vendo todo aquele espectáculo. Porque sempre gostei de trovoadas e porque não há nada de mais mágico do que assistir a uma, no quente de casa. Passou-se assim a noite e de manhã já tínhamos o sol radioso a iluminar o céu. A estadia foi breve, mas ficou no coração, como um dos lugares mais pacíficos que conheci. 


To be continued.... 

Viagens

O início da viagem: Strasbourg { Verão de 2013}

domingo, novembro 17, 2013


Foi em Janeiro de 2010, que conheci pela primeira vez esta cidade. Na altura era Inverno, os lagos estavam praticamente gelados e sobre a noite escura os cisnes sobrevoavam as nuvens de chuva. Na altura explorei aquelas ruas, com gorro, luvas e tudo o que me pudesse proteger do frio. O regresso foi bem diferente. Estava bastante expectante ao que iria encontrar, tinha ficado tão fascinada com a cidade que tinha medo que este regresso se revelasse uma desilusão. A verdade é que as cidades não são sempre iguais: as estações mudam-nas, especialmente a magia do Inverno. Contudo, descobri que esta cidade francesa é mágica também no auge de Verão.


Chegamos ao aeroporto de Strasbourg durante a tarde e mal saímos de lá a aventura começou: não sabíamos como retirar os bilhetes para o metro que nos levaria à cidade. Felizmente encontramos um português que nos indicou o funcionamento da máquina e chegamos à estação de metro. O sol já estava a baixar e a estação estava rodeada de um campo verde... O sol reluzia na relva e o espectáculo de boas vindas não poderia ser mais apelativo. Começamos assim a nossa grande (e maravilhosa) viagem. Assim que chegamos à cidade relembrei todos os momentos que lá vivi com a neve a espreitar e o chocolate quente nas mãos. Lembrei-me das baguetes nas calçadas, da catedral e do momento em que descobri discos da Tracy Chapman a uma pechincha e os trouxe directinhos para Portugal. E só essas lembranças já tornavam esta viagem promissora.


Contudo o verdadeiro reencontro aconteceu quando, na primeira noite, o espectáculo de luz iluminou a catedral de Strasbourg. Nunca fui a Notre Dame (embora seja algo que deseje muito!), mas há algo naquela catedral que me transporta para a cidade do Corcunda e da Esmeralda e de todas as orações de amor. Se existe um lugar específico na terra óptimo para orar, para mim, será este. As ruas movimentadas sobre a luz da noite, o tilintar dos copos, o som dos sapatos na calçada... são coisas que mantenho firmes na minha memória desta primeira cidade.


Contudo, Strabourg é daquelas cidades que começa a ter vida especialmente de manhã: com o cheiro a pão acabado de fazer, as baguetes, o cheiro a café (que de pouco vale comparado ao nosso) e todas aquelas relíquias características que nos fazem chorar por mais. E o melhor? É que pudemos caminhar pelas ruas - tentando não ser atropelados pelas bicicletas - e comer bastantes das iguarias de graça, porque existem sempre bons comerciantes que nos oferecem pequenas amostras de graça. Lembro-me que no início da primeira manhã a primeira coisa que comi foi um bolo de cocô oferecido por uma senhora da loja.. maravilhoso! Se há coisa gastronómica que também não posso deixar de mencionar é o extraordinário chocolate quente que existe numa chocolateria bem perto da catedral, ai delicioso! (provei-o da primeira vez que fui lá e ainda não me esqueci do extremo sabor a cacau que se cravou na minha língua.)


Dizer aquilo que visitei durante os dois dias que passei em Strasbourg é praticamente impossível. Vi coisas magnificas, vivenciei momentos espectaculares e nem todos eles podem ser traduzidos em palavras, nem sequer partilhados aqui. Ter voltado ao Parlamento e ter visto manifestações a favor de uma sociedade mais justa relembraram-me bocados de mim que parecia que tinha esquecido. Passear pelos campos verdes e perder-me na escuridão iluminada pelos sinais são momentos de uma liberdade imensa... Ouvir portugueses a passar por nós de bicicleta, emocionam-nos e fazem-nos sempre lembrar de casa. Ver lontras a percorrer o rio e cegonhas a sobrevoar o céu relembram-nos o grande poder desta mãe Natureza que está presente em cada sítio.

Outra coisa que há a realçar nesta cidade é o poder de circulação tão barato nos bilhetes diários do metro (tão mais barato que o passe diário de Lisboa!). Todos os dias mergulhávamos na rede de transportes tão bem sinalizada e percorríamos tudo o que era sinalizado nos roteiros de turismo e não só. No segundo dia, tivemos a sorte de presenciar um daqueles momentos mágicos que só a chance de viajar é capaz de nos conceder. Estamos a sair da catedral, quando enveredamos por uma das praças centrais onde estava a haver um concerto de rancho típico da zona da Alsácia. De trajes vermelho e com uma certa idade, os dançarinos rodopiavam usando sorrisos abertos e luminosos ao som da música. Foi realmente um espectáculo inesperado fantástico.


E foi depois desse espectáculo, com o coração cheio de ânimo e mapa nas mãos que começamos à procura daquilo que se chama "Petite France". Esta é uma das zonas mais turisticas desta zona, onde casas "à antiga" se escondem por entre riachos e pontes de pedra. Digamos que é uma zona totalmente saída de um conto de fadas: com as casas bem pequenas, o som das gargalhadas, árvores em cada esquina e floreiras coloridas a acompanhar-nos a passada. Não há como sair de lá cada vez mais fascinada com esta cidade e, para quem é o caso (como eu), continuar a sonhar com o pequeno chalé nas montanhas.


Já no final da tarde do segundo dia, encontramos um sítio mágico. Um lar de idosos que tinha entrada para um jardim fenomenal. Um jardim onde barcos, cegonhas, pessoas e toda a natureza estavam em comunhão entre si. Digo, nunca tinha visto um jardim assim, tão magnânimo.


Agora que revejo tudo isto digo que a visita a Starsbourg foi curta, mas felizmente, este é um lugar que eu espero visitar mais vezes. Para me fascinar mais, para descobrir mais, para o viver mais. Foram três dias fantásticos, mas na manhã do segundo dia já seguíamos viagem para outro local...


To be continued... 

Viagens

Recordando o Verão.. {Pateira de Fermentelos}

terça-feira, novembro 05, 2013




Conheci este local mágico graças à Lacorrilha que publicou estas fotos deliciosas (quem me dera um dia fotografar como ela) e eu não resisti a dar uma voltinha até esse lugar. A verdade é que não me decepcionou e foi um lugar óptimo para um piquenique ao lado da melhor companhia do mundo (). Hei-de voltar, prometo. Até porque o Verão já deixa saudades e este é o melhor sítio para voltar a senti-lo: com a calma no peito e sorriso no rosto, um lugar com um respirar tranquilo e uma alma natural.

Reflexões

20 de mim.

quinta-feira, outubro 31, 2013

Vinte anos de muita vida. De muitas passagens. De passagens boas, de passagens más. De pessoas boas, de pessoas más. De pessoas que ficaram, de pessoas que partiram. Vinte anos de perdas e de ganhos, de choros e de alegrias. Vinte anos com muitos sorrisos encontrados e desencontrados. Vinte anos de abraços solitários, abraços acompanhados, abraços enamorados, abraços à chuva, abraços no mar, abraços sentidos. Vinte anos com as pessoas certas e com pessoas que não eram assim tão certas. Vinte anos de escolhas. Vinte anos de muitos erros, talvez mais do que fossem permitidos. Vinte anos de aprendizagem. Vinte anos de amizades que me enchem o coração, de amores perfeitos e desfeitos também. Vinte anos de descobertas e de naufrágios. Vinte anos de escrita, de leituras, de pessoas, de carinho, de chá, de viagens, de sol.. Vinte anos de mudanças. Vinte anos de sonhos, de objectivos, de realização e de desilusão. Vinte anos de caminhada, vinte anos de mim.
Que venham mais, mais cem se puder ser, que esta vida tem ainda muito para me dar. E que os sonhos, os sorrisos e as lágrimas não acabem. Que este coração sinta sempre o que tiver a sentir. E que este Destino me continue a permitir encontrar pessoas tão mágicas como tem sido até agora. Obrigado vida, por continuares a crescer e por seres cada vez mais bonita. 

Amo-te vida desde o primeiro suspiro, 
31 de Outubro de 2013

Viagens

Quinta das Lágrimas {Coimbra}

terça-feira, outubro 22, 2013

«O documento mais antigo que refere a propriedade data de 1326, ano em que Santa Isabel de Aragão, Rainha de Portugal mandou fazer um canal para levar a água de duas nascentes para o Convento de Santa Clara. Ao sítio onde saía a água chamou-se "Fonte dos Amores", por ter presenciado a paixão de D. Pedro, neto da soberana, por Inês de Castro, fidalga galega que servia de dama de companhia à esposa de D. Pedro,D. Constança. Esta fonte ainda tem um acesso, por um arco ogival gótico, datado do século XIV. A outra fonte da quinta, ligeiramente mais distante da primeira em relação ao convento, foi denominada por Luís de Camões em "Os Lusíadas", como "Fonte das Lágrimas", referindo que a mesma nascera das lágrimas vertidas por Inês ao ser assassinada a mando de Afonso IV de Portugal. O sangue de Inês terá ficado preso às rochas do leito, ainda rubras após seis séculos e meio...»







"As filhas do Mondego, a morte escura
Longo tempo chorando memoraram
E por memória eterna em fonte pura
As Lágrimas choradas transformaram
O nome lhe puseram que ainda dura
Dos amores de Inês que ali passaram
Vede que fresca fonte rega as flores
Que as Lágrimas são água e o nome amores"
Os Lusíadas, canto III.

Passearia por estes jardins mais uma vez se pudesse. Este é um dos sítios deste nosso Portugal cheio de história, cheio de romance... Tive pena de ter demorado dezanove anos a visitá-lo, mas valeu a espera foi muito bem compensada. Em cada escadaria sente-se o perfume dos namorados, o amor paira realmente no ar, mas a tragédia também. E é essa mesma combinação que nos faz querer visitar este sítio com aquela companhia, nunca libertando as mãos de quem nos guia. Exactamente como fiz. Hei-de voltar, nem que seja para honrar este tão belo amor de D. Pedro e da Inês de Castro que, cá para mim, se mantiveram juntos de uma outra forma. Afinal um amor desses não acaba assim, não é? 

{3} nós.

terça-feira, outubro 15, 2013


Faz hoje três anos que estive pela primeira vez nos braços do meu porto de abrigo, que iniciei uma relação com o melhor homem do mundo, que permiti ao meu coração ser ainda mais feliz e que tomei a melhor decisão da minha vida. E mesmo que nem tenham sido só momentos bons, tudo o que partilhamos até agora permite-me dizer que sou a mulher mais feliz deste universo. Obrigado por existires, meu (grande e único) amor. 
Amo-te três vezes mais do que o infinito.

quatro anos de saudade.

domingo, outubro 13, 2013

 Já faz tanto tempo que partiste e mesmo assim, com o tempo sempre a descontrolar-me, ainda não me habituei à tua ausência. Oh meu doce... que saudades são estas?! Que dor é esta que não passa, mas trespassa. Quero tanto que voltes, que estes anos voltem atrás. Por vezes, é bom saber que continuas a estar, naquele céu estrelo, no vento que corre nas montanhas, neste meu pedaço de sorriso que é tão teu, mas por vezes também dói demais sentir assim, de uma forma tão brusca, a tua falta... Esta noite sonhei contigo. Sonhei com a madrugada em que morreste, em que os gritos mergulharam no corredor silencioso de minha casa e me tingiram o coração de preto. Desde que partiste choro todos os dias, todos os dias há algo dentro de mim que fica sem cor, que morre com a tua ausência. Gostava que pudesses voltar. Ainda fala muito para nos encontrar-mos? Os anos passam e continuo com tanto para te dizer meu amor... Oh... o quanto triste é perceber que partiste, que não te vou voltar mais a ver... Quantos anos passaram? Quatro? Ai amor, dói tanto. Vês? Dói tanto que choro assim, sufocada numa dor que não pára, numa ferida que não estanca. 

Receitas

Melhor semana do ano #1 {Semana Vegetariana - 1 a 7 de Outubro}

sexta-feira, outubro 04, 2013

«A nível internacional, pela sexta vez consecutiva dezenas associações da Austrália ao Canadá juntam-se para promover uma Semana Vegetariana em simultâneo, mobilizando centenas de activistas. Esta semana inclui o Dia Mundial do Vegetarianismo (1 de Outubro), o Dia Mundial dos Animais de Criação Intensiva (2 de Outubro) e o Dia do Animal (4 de Outubro). É uma semana em que várias entidades, um pouco por todo o país, promovem o vegetarianismo, com eventos, descontos ou promoções. Pretende elucidar um grande número de pessoas, divulgando o vegetarianismo enquanto estilo de vida saudável, ético e ecológico. São sete dias, dedicados à promoção de um estilo de vida saudável, ético e ecológico.» - retirado daqui.


Acompanho a Semana Vegetariana de perto desde a primeira  edição, acho um evento extraordinário e uma óptima desculpa para uma semana especial e cheia de planos. Como passei a semana em Vila Real e não tive grande tempo para organizar umas idas a palestras ou workshops no próximo fim-de-semana, resolvi propor à M. (que é a melhor colega de casa de sempre ) fazermos uma semana só de comida vegetariana. Como ela não é vegetariana, resolvi fazer uns pratos especiais. A semana foi acompanhada por caldo verde, batatas a murro com tofu assado (melhor tofu que algum dia cozinhei!), esta receita de almôndegas de soja, macarrão com tomate e queijo, arroz de ervilhas com ovo escalfado, esta receita de gnocchi com cogumelos ao alhinho e bolinhos de arroz. Todas as receitas foram aprovadas pela M. e cá para nós estavam mesmo deliciosas! A verdade é que só pelo facto de cozinhar rodeada de amizade e de carinho, tudo fica melhor.


Embora a semana ainda não tenha acabado (e ainda tenho um longo fim de semana pela frente!), o resultado final foi bastante bom, tendo em conta as confusões que ultimamente se tinham instalado na minha cabeça. Cá para nós - e não é com alegria que digo isto - andava a pensar deixar de ser vegetariana, porque andava demasiado fraca e sem vontade de cozinhar, de experimentar coisas novas. Pensei seriamente nisso, mas decidi dar mais uma oportunidade a este meu estilo de vida (que não imagino ser outro) e esta semana ajudou-me plenamente nisso. Incentivou-me a repensar novas maneiras de fazer as coisas, de as saborear e de equilibrar e, sinceramente, nunca me senti tão bem na vida ao ser vegetariana. Existem coisas que se identificam connosco e esta é, sem dúvida alguma, uma coisa com a qual me identifico muito.

Boa semana Vegetariana, 
Mariana .

Viagens

Jardim Botânico da Universidade de Coimbra {com muito amor...}

domingo, setembro 29, 2013










Já tinha ouvido falar do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, graças à Liliana Pereira do blogue "Verdade Verde no Preto", portanto assim que pus os meus pés nessa bela cidade resolvi tirar um tempo para me deixar deslumbrar por este jardim (não fosse eu uma amante destes espaços). Foi assim numa manhã, que decidimos percorrer as ruelas de Coimbra até encontrar este jardim. Descrevo-o como um espaço cheio de calma e ao mesmo tempo cheio de vida, em cada canto encontrava plantas lindíssimas e, sem esquecer!, com uma vista sobre a cidade de Coimbra marvilhosa. Embora não seja dos sítios maiores que já tenha visitado, gostei. Gostei dos recantos, dos pormenores e do imenso amor que se cheira no ar. É um sítio para visitar com calma, com vontade de relaxar, porque os bancos espalhados pelos caminhos dão mesmo vontade de uma pessoa se sentar, a ouvir os pássaros e a desfrutar esta bela vida... Ai Coimbra, tudo em ti é encanto. 

Viagens

Mata Nacional e Palácio do Buçaco {Luso}

terça-feira, setembro 24, 2013

"A Mata Nacional do Buçaco, com 105 hectares e cerca de 5 km de perímetro, é Monumento Nacional desde 1943. Classificada por botânicos como um dos melhores arboretos da Europa e por poetas como o “altar da natureza”, tem no seu interior cerca de 700 espécies de árvores, exóticas e indígenas. Ao percorrermos as suas veredas, em passeios pedonais, estaremos em plena floresta amazónica ou na Tasmânia, caminhado pelo Vale dos Fetos." - retirado daqui.









Já conheço o Luso desde os meus tempos de graúda e desde sempre que o achei algo mágico, como um país secreto dentro do nosso tão belo Portugal. Quando conheci Sintra quase jurei que ela e o Luso eram irmãos de estarem tão rodeados de uma beleza natural estonteante. Assim, com saudades dos lados magníficos do nosso país, este Verão fomos ao Luso e perde-mo-nos uma tarde inteira pela Mata Nacional do Buçaco. 
Esta é, sem dúvida alguma, das matas mais bonitas do país. Rodeada de Natureza, de lugares secretos e de fontes, oferece-nos um espaço digno de bastantes sorrisos e fotografias. Andamos de mapa de um lado para o outro, porque não queríamos deixar escapar nada (ou então até queríamos para poder voltar), subimos e descemos, voltamos aos sítios que mais gostamos, fomos à loja de produtos nacionais - com coisas de perder a cabeça! - quase ousamos parar para tomar um refresco na esplanada, mas o tempo não deu para tudo. Para já, o Buçaco ficou na nossa memória como uma das tardes mais bem passadas deste Verão e também no nosso coração.
O Buçaco para quem não sabe fica perto da Mealhada no Distrito de Aveiro, aconselho a toda a gente uma visita lá. Chamo especial atenção ao trabalho da Fundação Mata do Buçaco para "reconstruir" algumas partes da Mata que foram destruídas com um temporal há uns tempos atrás. Se querem saber mais sobre este trabalho e vários tipos de voluntariado ficam aqui os links.

Site Fundação Mata do Buçaco: http://www.fmb.pt/index.php/pt/
Facebook Fundação Mata do Buçaco: https://www.facebook.com/FundacaoMataDoBucaco

Boas viagens,  Mariana. (♥)

Chá

Casinha Boutique Café {Porto - Boavista}

domingo, setembro 22, 2013


Que eu acho o Porto a cidade mais mágica que conheço em Portugal, já toda a gente sabe. Contudo, o que a torna assim tão especial, já é um segredo que nem sempre é partilhado... Hoje decido-me a partilhar este, localizado na Avenida da Boavista, encontro um dos locais mais ternurentos e confortáveis do Porto. Conheci este segredo, de nome Casinha Boutique Café, num final de tarde de Verão, estava calor e tudo o que queríamos era um bom lanche e refrescar-nos. E foi exactamente isso que tivemos.


Na montra espreitavam os doces mais deliciosos e pecaminosos que conheço, optamos pelo cheesecake e o gelado de óreo e cheesecake. A meu ver, o cheesecake foi dos meus melhores que já comi (oxalá soubesse fazer um tão bom) e o gelado de óreo de pedir e dar por mais. Pedimos também um chá frio (hortelã e chocolate se bem me lembro) e bebida de groselha, ambos frescos e bem servidos acompanharam muito bem os doces escolhidos. O espaço é aconchegante, a convidar para umas boas horas de conversa quer entre namorados, amigos e familiares. É um espaço aberto a toda a população e uma pessoa sabe isso bem, porque é inevitável não se sentir quase em casa uma vez que se entra.


Embora, para a minha carteira, não seja um sítio para frequentar diariamente é certamente um sítio para onde me deslocar de modo a celebrar dias especiais. Aconselho pelo menos uma visita, porque segredos destes são bastante raros de encontrar, mesmo na mágica cidade do Porto.

Avenida da Boavista nº 854, Porto

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