"O optimista", página 153.

quinta-feira, janeiro 15, 2015

- Acredito que se, quando se levanta de manhã, não ganha a vida a pensar na sua profissão... se muitas vezes durante o dia não se ajoelha em gratidão involuntária pela boa sorte que lhe foi concedida, se não sente vibranteamente uma energia todos os dias... então está a desperdiçar o seu tempo. É possível arquitectar uma vida ideal. Vou repetir: é possível arquitectar uma vida ideal. Acredito que toda a gente pode fazê-lo. Levanto-me todos os dias de manhã literalmente transido de gratidão por fazer o que faço... e de ser pago por isso.
(...)
- Não, a sério. Todos temos modelos mentais para o modo de ver o mundo, mas a maioria de nós comete o erro de os misturar com a realidade. Não são reais. Por exemplo, deve ter um modelo mental segundo o qual o seu trabalho ideal ou parceiro ideal anda por aí. (...) Toda a gente usa modelos mentais. Por exemplo, pode ter uma relação de sonho ou uma carreira de sonho, que define quanto ao aspecto: o ambiente externo. Como é o chefe, quanto dinheiro ganho, com quem trabalho; e, de alguma maneira, se todos estes elementos se juntarem, vai ser feliz. Não é verdade! Não é assim que funciona. Mesmo que por algum milagre tudo o que postulou existe num sítio, garanto-llhe que ficará igualmente infeliz passados seis meses ou menos. Porque a situação ideal não anda por aí, está entre as suas orelhas. 
(...)
- Então saberá que a primeira coisa que tem que fazer é limpar a sua mobília interna. Pare de viver no universo centrado em si. Tudo o que acontece... Qual é o impacto que tem em si? Há um acidente de aviação e a sua reacção imediata é: "Oh não, vou chegar atrasado!". Oferecem uma promoção à sua mulher no estrangeiro e a primeira coisa que pensa é: "Como é que isto me vai afectar?"O problema é que, se estiver sempre preocupado com o Eu, será infeliz, é inevitável. O universo nunca vai conformar-se à sua ideia de como devia ser e você vai passar a ter angustia existencial na sua vida. Se o seu optimismo está sempre centrado em si próprio, está condenado. (...) O que eu recomendo é que tentem perguntar: como posso contribuir? O que posso dar? Em vez de pensar sempre ao contrário: o que é que a sociedade me pode dar? O que posso obter com esta relação?
(...)
A próxima coisa de que precisa estar consciente é aquilo a que chamo "tagarelice mental", o seu monólogo interior, o comentário da vida da sua mente, nunca pára. Por vezes, até nos mantém acordados à noite. Na maioria das vezes, não lhe ligamos muito, assumimos que faz parte da vida. Na realidade, é essencial estar consciente disso, porque a tagarelice mental e os modelos mentais são aquelos que usamos para definir e criar a nossa realidade. Pensamos neles como realidade, mas, na verdade, é uma idealização que criamos com a nossa tagarelice mental. Não consegue desligá-la e, com o passar do tempo, os julgamentos negativos começam a acumular-se. Acabam por formar uma enorme barreira no caminho para a sua vida ideal. A má notícia é que não podemos pará-los e que eles não se calam. A boa notícia é que não é preciso! Só precisa de estar consciente. Quando está alerta para o que está a permitir germinar dentro de si, as ervas daninhas na sua vida vão mirrar por si mesmas."

~ Laurence Shorter

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