Como as pessoas mudam.

quarta-feira, agosto 19, 2015


Muita coisa mudou ultimamente. Mudei de cidade, de vida, de estatuto. Mas sei, sinto, que acima de tudo mudei de atitude perante a vida. Hoje, antes de ir trabalhar, olhei-me no espelho: fui de cabelo atado, leggins pretas, sapatilhas, túnica branca com top desportivo e uma mala cheia de comida, água e um livro sobre corrida. No caminho até ao trabalho fiquei a pensar em como mudei.
Se há uns anos atrás me dissessem que eu ia vestir todos os dias fato de treino (fosse para trabalhar ou para simplesmente fazer desporto) eu não acreditava. Se há uns anos atrás me dissessem que eu me ia gostar de ver de cabelo atado, sem fazer desse estilo um castigo, eu não acreditava. Sempre achei que tanto o cabelo atado como os meus queridos fatos de treino me faziam mais gorda, mais desengonçada. Agora, gosto de me ver de fato de treino, assumo como algo que sou. A vida pintou-se assim. Para me ensinar que as coisas mudam, têm que mudar, e que nada é nesta vida é fixo. E que, até, se olharmos bem: tudo na vida tem a sua beleza. Primeiro como obrigação adoptei este estilo de vida (no curso tinha que ir para as aulas práticas de fato de treino todos os dias e de cabelo atado), agora este estilo de vida é o meu. E sinceramente, já não queria que fosse outro.
A vida muda-nos. E nós fazemos com que essa mudança aconteça. Sei também que eu mudei quando fico frustrada por hoje não conseguir ir caminhar. Para além da escrita, da culinária, adoptei uma nova terapia: a caminhada. Todos os dias faço 6km de caminhada/marcha por dia. Comecei a fazê-lo para dar um empurrão à dieta. Agora, não vivo sem eles. São recuperadores para a minha cabeça, para os meus musculos, para o meu coração, para a minha alma. São o meu desligar, o meu meditar. O meu esforço que me acalma, a minha dedicação que me desconecta deste mundo. Chego a acordar dias às 6h30 para fazer caminhada. Hoje não fui. Magoei-me num pé (uma ferida na zona do calcanhar) e caminhar não tem sido tarefa fácil. Senti-me triste, frustrada até. É um momento tão bom... então, em vez disso, fui para o jardim (a minha paixão pela Natureza nunca muda) e pus-me a ler a minha nova paixão: o meu livro sobre corridas (oferecido por uma amizade de longa data). Já que não ia correr, ao menos lia sobre isso..
As pessoas mudam, a vida muda, os tempos mudam. E é a estas mudanças que brindo todos os dias, pois são elas, afinal de contas, que me transformam naquilo que mais sou: um ser humano em crescimento, em avanço, em desenvolvimento. Porque, se nem as árvores estagnam, porque eu iria eu parar quando posso sempre melhorar? 

You Might Also Like

5 comentários

  1. como eu te compreendo nessas mudanças, nos últimos 5 anos tem sido só mudanças para mim, umas melhores outras piores e para o mês que vem vai ser outra dessas mudanças, vou sair de Lisboa.
    Também adorei ler esse livro e tenho que o ler outra vez :)

    ResponderEliminar
  2. "Temos de nos tornar na mudança que queremos ver."
    Mahatma Gandhi

    O importante minha querida, é que tu te sintas bem com todas estas mudanças! E eu acredito que sim!
    Beijinho grande, aproveita bem o fds!

    ResponderEliminar
  3. Bem vinda. Sempre!

    beijo n'alma,
    Samara Bassi

    ResponderEliminar
  4. Descobri mesmo agora este blogue e estou a adorar... a nossa vida está sempre a mudar realmente, eu agora também passo os dias de fato de treino e gosto, há uns anos nem umas calças de fato de treino tinha :P

    É bom saber que há mais pessoas a procurar a sua essência :)

    ResponderEliminar

Seguidores

Junta-te ao Facebook

Amantes de Chá

Junta-te ao grupo #umaxícaradechá