De volta a casa e ao desemprego.

quinta-feira, novembro 12, 2015

Acabei hoje de arrumar, pelo menos a olhos vistos, aquilo que na terça-feira passada depositei aqui. Trouxe num carro, que percorreu 300km, a vida que me preencheu, aterrorizou e surpreendeu durante nove meses. Pois é, hoje volto-vos a escrever da mesa com vista para a montanha ao som dos chilrear dos pássaros. Volto-vos a escrever da minha casa (que é como quem diz a casa dos pais). 
 Tudo isto quer dizer, infelizmente, que sou outra vez uma psicomotricista desempregada. É uma triste realidade esta em que me encontro mas estou a tentar ver o lado positivo de tudo isto. Se há lição no meio disto tudo é que o que quer que se faz vale sempre a pena. Mesmo as mais duras despedidas têm o seu lado positivo, mesmo as lágrimas têm a sua alegria. Como haverei de me esquecer dos sorrisos, dos abraços, dos poemas, das gargalhadas, das cumplicidades e de uma despedida tão grande perdida por entre abraços cheios de saudades? 
 Não me arrependo da decisão de desafiar a minha zona de conforto. Adorei Mafra. Foram os nove meses onde cresci mais pessoal e profissionalmente. Quem diria que eu realmente ia conseguir dar uma sessão a 37 pessoas?! Ou que aos 21 já estar num sítio por minha conta e risco sem praxes para me salvar?! Agora, que voltei, sei que tenho muitos mais desafios à minha frente. E a superação da zona de conforto ainda terá que ser maior, afinal, casa dos pais sempre foi sinónimo de miminho e descanso e não de “vamos enviar cv’s e tentar arranjar trabalho”. Hoje começou uma nova etapa. Que venha ela!

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5 comentários

  1. Vai ser uma etapa cheia de coisas boas e novas, sentidas e absorvidas pela Mariana que não é a mesma que era da última vez que cruzou esses caminhos. E pensa positivo, vai ser agora que vamos marcar o nosso chazinho :)

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  2. :) calma que tudo se vai arranjar

    beijinho
    Adriana

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  3. Não desistas. Junta-te a um amigo enfermeiro, fisioterapeuta, psicoterapeuta, nutricionista, façam consultas ao domícilio, de qualidade; às terças vais, por exemplo, ao Porto, às quintas a Braga, de manhã voluntarias-te num hospital privado, à tarde dás consultas num gabinete que arrendas a outro profissional de saúde. Constrói a tua carteira de clientes. Vende a psicomotricidade. Tenho uma amiga fisioterapeuta que estava totalmente decidida a voltar para os Açores qdo acabou o curso, apesar de ser desencorajada e de saber que ia ser difícil. Pouco a pouco vai tendo cada vez mais pacientes, cada vez mais experiência, de vez em quando vem ao continente actualizar-se em formações, faz privada, domicílios, enfim, devagarinho vai longe! Força, Mariana! E desfruta desta nova fase cheia de possibilidades! Beijinho

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  4. Que tenhas toda a sorte do Mundo, doce Mariana.

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