"O que te atraiu em mim?"

terça-feira, maio 26, 2015


"O que é que te atraiu em mim?" -  Perguntaste-me hoje. E eu sorri-te. Não te respondi, não porque tinha vergonha (não há nada que me deixe com vergonha à tua beira), mas porque realmente não sei. No primeiro dia que te vi, há meia dúzia de meses, bates-te à porta do meu coração e tal como uma esperta raposa cativaste o meu coração. Mas eu nunca soube porquê. Há demasiadas coisas que eu gosto em ti. Mas, se houve algo que me atraiu em ti foi o teu jeito de me cativar. O teu jeito tímido e meio espalhafatoso de sorrir, a forma como te ris das minhas piadas e mesmo quando não falas nos compreendemos. Cativaste-me pela forma como eu sou contigo. Como eu faço, todos os dias, o que posso e não posso só para te ver um bocadinho mais feliz na tempestade. Só para ouvir um teu "Obrigada, Mariana". Não é que eu precise que me agradeças, meu bem, mas ouvir-te dizê-lo faz-me ter noção de que és real. O que temos é real. Esta luta, conquista, esta união. Sim, uni-mo-nos. Uni-mo-nos nas horas que passam pelas nossas palavras soltas e divertidas no vento, pelos olhares cúmplices e por em meia dúzia de meses eu já saber aquilo que gostas, aquilo que sentes e te querer apresentar o meu mundo todo. Não sei o que me atraiu em ti, mas ainda bem que houve algo que nos uniu como um íman se une ao frigorífico. Porque se eu sou pequenina, tu és o meu lugar para ficar. E se tu és frágil eu sou a muralha que te quer proteger. E no fim ao cabo, somos só duas pessoas atraídas pela meiguice do coração uma da outra.

Reflexões

Fluir num mar de papel.

segunda-feira, maio 25, 2015

{fotografia de Sunsword & Moonsabre}

Quando comecei a escrever? Não me lembro. Porquê? Lembro-me perfeitamente. A escrita desde cedo tornou-se as minhas asas, o meu passaporte para todos os sítios que eu ousasse querer visitar ou inventar. Escrevi sempre para viajar. Aliás, para deixar viajar: pensamentos bons ou maus, saudades ou amores, o que for que eu quisesse transmitir. Com a escrita transmite-se sempre qualquer coisa. Sempre senti que as minhas palavras ultrapassavam as fronteiras da realidade e que, de alguma forma, chegavam sempre onde eu queria que elas chegassem.  

Escrevia para mim, para ti, para quem eu quisesse. Mas sempre em segredo. Acredito que quem quer ler, acaba por ler, por saber, por sentir... Gosto de metáforas, os simples e sábios truques da escrita. De contar as letras com preciosos estilos naturais, como o brilho do sol e o suar das gotas da chuva na pele quente. Comecei a escrever para me sentir, preencher, encontrar, sem fronteiras corporais, indo por este mundo fora.

Agora, não tenho escrito. Digo que não tenho tempo. Mas porquê? Não o terei mesmo? Digo que não serve de nada. Talvez sirva apenas para me fazer bem, para me libertar de algo que nem sei que me prende. Não chega? Comprei um caderno para escrever, mas deixei-o em sítio tão secreto que até eu tenho medo de o ler. Acho que é assim, quanto mais crescemos mais medo temos daquilo que nos faz sentir realmente bem, realmente inteiros, especialmente quando as coisas são tão simples. Parece-me que só temos tempo para as coisas complicadas, para as coisas que não são naturais, que não fluem como estas palavras que escrevo... Só temos tempo para as coisas impostas, regradas, compensadas... e esquece-mo-nos do nosso natural, do nosso eu... Daquilo que realmente faz parte de nós. Mesmo que essa coisa seja simplesmente escrever sem objectivo, sem plano, sem prazo... Apenas deixar as ondas fluírem num mar de papel. Por isso, hoje, vamos fazer as coisas simples simplesmente?

Estilo de vida

Menos 10kg e a minha alimentação.

quinta-feira, maio 14, 2015

instagram: @mmariananeves

Não me pesava desde Julho (altura em que, como vos contei aqui me inscrevi num ginásio), hoje voltei a enfrentar o medo da balança. Sempre me habituei a encarar a balança como um demónio, tentava afugentá-la com mil desculpas e mais algumas. Desta vez, não foi excepção, adiei este encontro o máximo que pude. A última vez que me pesei tinha 67kg. O objetivo era descer para os 61kg, pelo menos. Andei no ginásio três meses e perdi 4kg. Mas depois, como mudei de cidade, o ginásio não se manteve (porque é que as mensalidades são tão caras?!). Tinha medo de me voltar a pesar porque não sabia que número é que ia ver desta vez. Para minha surpresa estou nos 60kg. Não me lembro da última vez que pensei 60kg devo-vos dizer. 

Não sei quando foi que comecei a "minha dieta" (como quem diz mudança de estilo de vida), foi algo muito progressivo e já dura há uns bons anos. Mas saber que há uns anos a balança marcava 70kg e agora marca menos 10kg é um dos meus maiores motivos de orgulho. Nunca fiz nenhuma dieta maluca. Nunca fui a nenhum nutricionista/dietista. Apenas fiz algumas mudanças que, como se vê, deram resultado. Essas mudanças, foram sempre enquadradas no meu estilo de vida (vegetariana desde 2010) e baseadas nas coisas que fui lendo e que foram funcionando comigo. Atenção que o que funcionou comigo pode não funcionar com todos, cada corpo é um corpo e gostos não se discutem. Cá ficam algumas mudanças que fui fazendo na minha alimentação:

~ Beber 1,5 litros de água por dia ou mais. ~ A água acaba por ser a minha melhor aliada no dia-a-dia, ajuda-me a manter-me saciada, hidratada e afugenta aquelas dores de cabeça que de vez em quando tocam à porta. Tento beber 1,5l por dia, há dias em que consigo até aos 2,5l, outros em que 1l já é muito. Depende muito da organização do meu dia. Se andar de um lado para o outro é-me mais dificil conseguir estar sempre com a garrafa de água. Mas pronto, vale o esforço. 

~ Reduzir a maior parte dos alimentos processados ~ Sei que se cá em casa tiver bolachas ou cereais de pequeno-almoço eles não duram uma semana, porque se houver algum motivo de "nervos" devoro-os logo. Por isso substitui os cereais de pequeno-almoço pela granola e as bolachas por opções mais saudáveis como as bolachas de arroz sem sal (que adoro) ou as marinheiras de chia. O que me ajudou no controlo da alimentação-emocional foi começar a anotar tudo o que como (quando me lembro, vá) e arrastar distracção nessas ocasiões.

~ Substituir os cereais brancos por cereais integrais ~ Agora tento consumir apenas cereais integrais bem como batata doce em vez da batata normal. Cada vez uso mais a quinoa, o cuscuz, o millet, o bulgur... como alternativa a acompanhamento. O mesmo em relação ao pão... integral e um por dia (no máximo). No pão só coloco queijo fresco ou então manteigas vegetais e banana.

~ Não colocar batata na sopa e "abusar" na fruta ~ Ao jantar passei a comer sempre sopa, tento fazer a sopa sempre sem batata apostando mais em legumes como as courguetes, os brocolos, couve... Em dias que não tenho fome como apenas a sopa, noutros adiciono ou uma salada leve ou um iogurte, uma gelatina... o que houver. Opto por fazer um jantar mais leve porque normalmente não tenho grandes gastos energéticos ao final do dia. (para quem estuda até tarde ou treina ao final do dia, esta realidade será diferente). Em relação à fruta uso-a para os meus lanches e como sempre 3 a 5 peças de fruta por dia. Embora esta questão da fruta não seja muito aceite normalmente, uma maçã é sempre mais saudável num lanche do que bolachas cheias de açúcar não é? 

~ Andar com lanches preparados na mala ~ Como nunca sei como acaba o meu dia, ando sempre com uma peça de fruta na mala. Assim se a fome atacar já não tenho desculpa para comer alimentos que não são os melhores. 

~ Planear as refeições com tempo e calma ~ Pela minha experiência este passo é fundamental. Preparar as refeições ajuda-me não só a poupar idas às compras (e muitas vezes dinheiro e tempo) como a fazer escolhas mais equilibradas e razoaveis ao longo da semana. Estabelecei um dia da semana para comer um "luxo", mas mesmo esse luxo tento que seja saudável. Não conto calorias nem nada parecido, mas preocupo-me em ingerir coisas que me fazem bem.

~ Comer aquilo que se gosta, desfrutar e variar ~ Todos os dias de manhã como um quadradinho de chocolate preto (sem açúcar e mais de 70% de cacau) para começar bem o dia. Para além disso nunca faço o mesmo pequeno almoço todos os dias, nem o mesmo jantar. Vario o máximo que posso. Se um dia como papas de aveia, no outro faço um smoothie ou como pão com banana. Mas também se um dia me apetece comer (muito)  um bolo de chocolate, não deixo de o comer. A vida é curta para não desfrutar-mos do que mais gostamos (mesmo que isso nos dê umas gramas a mais).

Um ano depois da queima ~

quinta-feira, maio 07, 2015


Há um ano atrás eu não queimei as fitas. Não tive discursos escritos em fitas roxas e castanhas, nem cartoladas, nem nada a que como finalista tinha direito. Optei por não ter. Mas estas fotografias que rondam por aí... lembra-me tudo aquilo que tive: os abraços cheios de lágrimas, os "gosto de ti" que disse e ouvi e voltei a repetir em noites em que as horas não importavam, os shots que foram alianças de amizade eternas, as promessas de "nunca te vou esquecer" e tudo aquilo que uma pessoa viveu, mas não arranja palavras para descrever. Nunca é fácil dizer adeus. Especialmente às coisas boas. Mas há coisas, que por mais finais que tenham, nunca terão um verdadeiro adeus. (Mesmo que a cidade já não seja a mesma, a amizade nunca escolhe só um sítio para morar)
Dizem-nos que os amigos da faculdade são para a vida. E realmente, são. Mas não nos dizem que apesar de as amizades que se formam na faculdade serem para a vida, são também aquelas que mais nos enchem de dor. Os amigos da faculdade são para a vida, mas as saudades também o são. Vivemos com o coração de mão dada com a saudade e com a amizade. Porque as ruas nunca mais são as mesmas, as bebedeiras já não têm a mesma graça e as conversas passam de libertinas a conversas de horas marcadas. Porque a distância é tão cruel que nos faz ter que dar cambalhotas na agenda para estar com as pessoas que nos fazem sorrir. E, caramba, como é que uma coisa tão natural como ligar a alguém às três da manhã só para irmos dar uma volta passa a ser uma coisa tão difícil e às vezes tão impossível?
As amizades da faculdade (que não são muitas mas valem mais do que o Universo) são difíceis mas são as mais reais. Porque são eles, os amigos das 24horas sobre 24horas, os amigos-irmãos-guardiões, que sabem todos os nossos erros (mesmo os que nós nem nos lembramos), que nos conhecem por entre luares e amanheceres como ninguém. Porque, com eles, não há nada mais para ser, do que nós mesmos. E quando se encontra alguém assim, não há outro jeito do que para ser para toda a vida.
Por isso, finalistas, ou não, aproveitem o tempo da faculdade, as amizades da faculdade, porque viver longe delas é o que torna mais difícil este "adeus". E acreditem, que depois deste "fim" todos os dias passam a desejar voltar ao primeiro ano e recriar tudo outra vez: a primeira conversa, o primeiro abraço, a primeira asneira, o primeiro segredo... o primeiro ano de uma amizade "para a vida".

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