Yoga

sábado, fevereiro 27, 2016


Primeira lição do tapete: liberta o que não é necessário. 

Deixar ir. Libertar. Não importa, já importou, agora não. Podes deixar ir, já passou. Inspira, expira. Tu és uma pessoa maravilhosa e escusas de levar no peito coisas que não interessam. Já passou, deixa ir. Descarrega algo que te aprisiona e procura algo que te liberta. Deixa ir, já passou. Está tudo bem.

Inspira tranquilidade, expira felicidade.

Reflexões

Um sítio melhor.

quinta-feira, fevereiro 25, 2016


      Três meses e quinze dias. Foi o tempo que passou desde que comecei à procura de um lugar para melhor para trabalhar (como quem diz: estou desempregada). Já repararam como a palavra desemprego é horrível?! Recuso-me a dizê-la.
      Os últimos tempos têm sido de uma jornada maravilhosa. Primeiro não entendi isso: fechei-me na solidão, na tristeza e na desilusão de voltar para casa dos meus pais e estar sem trabalho. Durante primeiros longicuos e indetermináveis dias achei que estava a cair num poço sem fundo. E não havia nada que me comprovasse o contrário: as noticias afugentam a esperança relatando o desemprego e a crise, as pessoas não têm sempre os comentários mais adequados e toda a energia que tenho em mim não sabia muito bem para onde ir.
    Primeiro achei que o melhor era usar essa energia e mandar todos os cvs que conseguisse. Melhorei o meu cv (curriculum vitae) fui a formações sobre cartas de apresentação, entrevistas e desenvolvimento pessoal, e momentaneamente sentia-me animada. Mas à medida que fui enviando cvs sem resposta, a animação dissipou-se e o poço voltou mais escuro.
     Até que um dia recebi um telefonema que iluminou todo o meu caminho. Não, não foi para me responderem ao cv. Foi de uma mão amiga, que estava disposta a dar-me as munições para eu escalar o poço. (Como quem diz, dar-me sessões de coaching). Comecei a semana passada a escalada.
     O problema do poço não era o sítio onde estava, mas a forma como eu me inclinava para ele. Eu é que me mandava para a escuridão de um buraco. Ter essa noção, que tudo dependia de mim, fez-me reagir e voltar: à Mariana sorridente que se sente capaz de mudar o mundo.
    Continuo a enviar cvs e a ansiar voltar a trabalhar (ainda há demasiado energia dentro de mim, demasiado amor). Mas agora estou a desfrutar este tempo. Para fazer a prática de yoga de manhã, para ir a workshops gratuitos que sempre me interessaram e não tinha tempo para fazer, para escrever as cartas que tinha atrasadas com a alegria com que sempre encarei uma caneta e uma folha branca, para ler mais blogs, para ler mais… para viver mais. Ainda continuo sem emprego, mas apercebo-me que agora, este é um ótimo sítio para estar. E só isso faz o dia brilhar mais.

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