Sessões de Coaching. Porquê?

quinta-feira, março 30, 2017

Ontem deitei a minha agenda de 2016 ao lixo. Abracei-a, fechei os olhos e agradeci por 2016 ter sido o ano mais espectacular que algum dia pensei que fosse. Contra todas as probabilidades 2016 foi o ano em que mais aprendi sobre mim própria e alcancei mais objetivos. 2016 foi também o ano em que encarei o desemprego e o desespero. Ontem olhei para trás e apercebi-me que levei a melhor nesta luta. A razão disto tudo? A minha coach. Que me apoia desde Fevereiro de 2016. 
O que é o Coaching? "Coaching é um processo de desenvolvimento humano que visa apoiar as pessoas a atingir os seus objetivos (pessoais ou profissionais), através de uma metodologia, técnicas e ferramentas específicas, estabelecendo-se através de uma relação de parceria entre o coach e o coachee (quem beneficia do processo). O coach apoia o coachee a se tornar a melhor versão de si mesmo. Ajuda-o a crescer, a ver para além do que é hoje e a focar-se naquilo em que se quer tornar. "{retirado daqui}

Há mais de um ano que partilhei os meus objetivos mais secretos, os meus sonhos que nem eu entendia e os meus medos à Sónia. Não foi uma entrega fácil. Houveram dias em que dizer, imaginar o quer que fosse era demasiado doloroso. Sabem aqueles sonhos que achamos parvos e guardamos eternamente na gaveta? Eu disse-os em voz alta. E assim que se diz um sonho, em coaching, traça-se objetivos e planos para o alcançar. Mesmo que o vosso objetivo seja fazer espargata, arrumar o quarto, arranjar emprego ou ter o patrocínios dos CTT no vosso projecto. E isso, meus caros, foi assustador para mim. "Acabaram-se as desculpas. Disseste à Sónia que querias isto. E queres não queres? Então trabalha para isso". 

Comecei a encarar os meus objetivos como compromissos reais comigo mesma. Arregacei as mangas e mesmo quando tropecei (e tropeço) a meio do caminho, a Sónia está lá para me ajudar a magicar uma forma diferente de me levantar e de me ouvir. Mais do que este último ano de sessões de coaching ter sido uma caminhada por uma vida mais feliz e mais realizada, tem sido uma caminhada no auto conhecimento fantástica. 


Lembro-me perfeitamente que comecei as sessões com imensas dúvidas na cabeça. Achava que não era capaz e tinha uma série de entraves para a minha entrega na luta. A Sónia ouviu-me, entendeu os meus olhares, os meus silêncios e juntas começamos uma luta contra as minhas inseguranças, os meus medos e as minhas formas de auto sabotagem. Sabem aquelas desculpas de: "não tinha tempo", "estava doente"? Deixaram de funcionar. Comecei a entender as mensagens que eu estava a mandar a mim mesma e não entendia. Percebi as minhas prioridades e mantive-me fiel a elas.

Hoje, um ano depois, sinto-me tão satisfeita com o sítio onde estou com a calma que sinto nos meus dias: das minhas decisões, dos meus erros, dos meus sorrisos e dos nãos que ouvi no caminho. Nem acredito que há um ano atrás podia haver tão menos cor, garra e determinação na minha vida (eu! que sempre me achei super positiva e produtiva). Agora, confio, que eu mereço o que a vida me entrega, que nada acontece por acaso e que se tivermos atentos as sintonias do Universo são a resposta para muitas perguntas. Agora, confio em mim e no que vier. 

Porquê é que eu aconselho o coaching? Porque realmente mudou a minha vida. E porque nos ajuda a não desanimar quando o sol não brilha e não há lua nem estrelas nas noites mais escuras. Porque nos guia por caminhos que temos demasiado medo de prosseguir sozinhos. E nos diz verdades que os nossos amigos não conseguem dizer. Tenho noção que nada do que alcancei no último ano tinha sido possível sem o olhar e companhia da Sónia (que é a mais paciente e carinhosa de sempre!). Sinto-me eternamente grata. Na minha opinião todo o mundo devia ter um coach, porque andar à deriva sozinho, não me parece ser a melhor forma de navegar nesta vida.

{Peço desculpa mas a minha coach é a melhor do (meu) mundo, se quiserem saber mais sobre a Sónia espreitem aqui e podem contactá-la aqui. Não se vão arrepender!}

Bela e o Monstro ~ o filme.

sábado, março 25, 2017

Antes de começarem a ler este post tenho que vos alertar para uma coisa: eu sou uma fã inegável da Disney. Sabem aquelas pessoas que mesmo em adulto vêm os filmes todos da disney e sabem as músicas de cor? Sou eu. Ai, sou tão eu! A Disney fez parte da maior parte dos serões da minha infância e continua a fazer parte do meu dia-a-dia enquanto adulta.



Assim que eu soube que iam fazer um filme da "Bela e o Monstro" quase pulei de contente. Em termos de princesas há três filmes que me fazem voar: "A Bela o Monstro", "Ariel" e o "Aladino". (Não vou contar com o Rei Leão está bem?) Vi tantas vezes a VHS da Bela e o Monstro que existem frases que sei de cor, as músicas então nem se fala. Saber que iria haver um filme levou-me a pensar duas coisas: "Vai ser incrivel!" ou "Nunca vai ser tão bom como o original, só espero que não estraguem o filme". Tentei não elevar as expectativas e no sábado passado fui ver o filme. Cá vai o que achei (provavelmente tem spoillers, se ainda não viram o filme, não leiam!).


1) A Emma Watson pode ser fantástica (e eu não fazia a minima que ela cantava tão bem) mas a minha Bela perfeita era sem duvida a Anne Hathaway. Mas sem dúvida nenhuma. Ainda assim a Emma teve maravilhosa, foi uma boa segunda escolha, ihihih.

2) O início do filme foi um bocado agridoce para mim. Não gostei do facto de terem colocado o "monstro" como uma pessoa tão má no inicio. Faz sentido ele ser uma pessoa arrogante e vaidoso, mas daí até roubar dinheiro à população para as suas festas... Acho que foram um bocado longe. Ninguém passa de uma pessoa que rouba dinheiro aos outros para proveito próprio para um monstro adorável. Mas bem, já que é um filme, vamos acreditar que as pessoas mudam de água para azeite, não é? (Só que não).

3) A banda sonora é maravilhosa. Sempre foi das coisas que mais me encantou nos filmes e aqui não fiquei nada desiludida. Adorei as novas músicas que acrescentaram. A "Evermore" fez tanto mas tanto sentido para mim. Achei-a perfeita, até porque mostra muito do lado do monstro e acho que faltava um bocado disso no filme animado.

4) O Gaston e o Le Fou são incriveis! Achei que os atores foram mesmo bem escolhidos. O Gaston é lindo (muito mais giro do que nos desenhos animados) o que ainda dá mais realce à lição de que a beleza exterior não importa. Perfeito! São uma dupla cómica que acrescenta muito ao filme.

5) Adorei que tivessem falado de temas da atualidade como a homosexualidade e até o retrato histórico. Achei que tocaram em pontos essenciais (ainda que muito levianamente) sem perder a magia do filme. 

6) Fiquei tão desiludida com a livraria da aldeia. Como assim só tinha seis ou dez livros?! Era suposto ser uma loja de livros maiorzinha! E a Bela devia subir à escada e deslizar pelas estantes enquanto escolhia os livros. Essa era uma cena favorita do filme anterior e terem-na retirado custou-me.

7) Gostei que aprofundassem mais a história. Que falassem da família quer do Monstro, quer da Bela. A história da feiticeira também está muito bem feita! Achei que o monstro estava mesmo bem feito.

8) Gostei da forma como retrataram a autonomia, independência, coragem, inteligência e bondade da Bela. Mais uma vez: das princesas mais incríveis. 

9) E aquela referência incrível ao chá? Fantástico! Por favor digam que repararam como eu!

Eu: Chorei tanto no final do filme.
N: Mariana, tu choraste durante o filme todo.
Eu: Pois foi! É tão lindo!!

Achei o filme incrível. Não queria sair da sala de cinema. O meu coração ficou assolado, arrebatado, encantado. Quase juro que voei com a história. Dos melhores filmes que já vi, está no top dos meus favoritos, sem dúvida. E mais uma vez vos digo: aquela banda sonora? Incrível! Envolvi-me a cem por cento e estou ansiosa por rever o filme um milhão de vezes outra vez. E vocês o que acham?

Yoga

A minha caminhada no yoga

quinta-feira, março 23, 2017


Setembro de 2016
Lembro-me perfeitamente da primeira vez que pratiquei yoga. Foi na Praia da Barra, em Aveiro. Eu tinha quinze anos e estava lá a passar férias. No final de uma tarde belíssima de Verão vi um panfleto a anunciar que ia haver uma aula de yoga gratuita ali mesmo, no areal. Na altura eu já tinha "despertado" para assuntos como o vegetarianismo e senti que tinha que ir aquela aula. Foi aí que me apaixonei pelo yoga. Naquela tarde, estar a sintonizar a minha respiração com o mar, sentir a energia do sol e que pertencia aquele lugar fez todo o sentido para mim. Yoga era claramente para mim, já ninguem me convencia do contrário.

Isto foi algures em 2008/2009 mas só em 2012 comecei a ter aulas de yoga. Fui lendo sobre o assunto mas tinha medo sabem? De me entregar. O yoga mexia comigo em camadas que eu nem sabia que existiam. E era terrível perceber que simples asanas (posturas) e modos de respirar mexessem tanto comigo. Foi quando morei em Vila Real que me inscrevi naquelas que iam ser as minhas primeiras aulas de yoga. No meu segundo ano da faculdade, uma vez à noite, ia ter aulas de yoga com o Carlos Yogeshwara no Bigasas. Foi nessa altura que o Carlos me apresentou ao mundo do yoga e à magia dos mantras. Já nessa altura comecei a dar por mim a cantar os mantras que cantávamos todos juntos (naqueles que foram os melhores concertos improvisados da minha vida). Nunca mais abandonei os mantras, também.

O bigasas foi o primeiro sítio a acolher-me enquanto yogini. Mas foi a Paula Rios que me mostrou a devoção do yoga e como aquelas "camadas" que me assustavam eram fundamentais para progredir. Em 2013, no último ano da minha faculdade, tive a sorte de ter conhecido a Paula e comecei a fazer yoga com ela. A Paula tinha um protocolo com a faculdade e dava aulas gratuitas nas residências da UTAD. Aulas essas que às vezes duravam horas. Decorei o meu tapete e abracei-o como o meu melhor amigo. Sofri tantas vezes em Adho Mukhmma (posição do cão) que hoje em dia tornou-se das minhas posições favoritas. Encontrei a Paula numa altura da minha vida em que me sentia a nafragar. Ela e as suas aulas de yoga salvaram-me. Mais uma vez percebi: o yoga era para mim. Aquele silêncio na sala e todas as conversas mentais que tinha durante aquelas horas fizeram-me tomar decisões muito importantes pela vida fora - e ainda fazem. Em 2014 terminei o curso e assim me despedi das aulas de yoga com a Paula. Sabia que ia sentir saudades delas incondicionalmente. 

Felizmente no início de 2015, já em Mafra, encontrei a Mónica que me fez aprofundar ainda mais a minha prática de yoga. Aqui a minha prática de yoga deu um salto monumental. A Mónica transpôs o yoga do corpo para o meu coração. Tive a sorte de ser aluna dela durante um ano maravilhoso e de ter aulas quase individuais. As aulas de yoga na Ericeira, as vezes que ela me fez relaxar com os seus óleos, ficaram para sempre marcados no meu coração. Mais uma vez: o sentimento de pertença. O yoga faz-me sentir presente, viva, onde quer que eu esteja. Houveram vezes em que quase chorei no tapete, outras em que me ri até chorar. Depois da Mónica estava decidido: nunca mais ia deixar de praticar yoga na minha vida.

Assim chegamos em 2016. Voltei a casa e começou a minha procura por um novo sítio para fazer yoga. O Universo atendeu-me e levou-me até à Krystal. Estou com ela há sensivelmente um ano. Duas vezes por semana, a deixar-me ser abraçada pela voz tão doce e compreensiva que só ela tem. Todas as aulas descubro algo novo, algo que me aprofunda nesta pratica, uma vitória que conquisto, uma camada que se solta. Conheço-me melhor, sinto-me melhor. Para mim o yoga é muito mais do que posturas, mantras... é uma filosofia de vida, é oxigénio, é saber que o que quer que aconteça: eu estou pronta. 

Março de 2017
No outro dia disse a alguém: "yoga para mim é sinónimo de saúde mental". As horas no tapete são sagradas para mim. Quando estou triste ou nervosa já sei: vou para o tapete. O yoga ajuda-me a acalmar, a clarificar e a prosseguir. Encontrei no yoga o meu refúgio e a minha caminhada para uma vida mais plena. Sei, agora, que este é o meu caminho. Agradeço a todas as pessoas que até agora me mostraram um bocadinho daquilo que é (e pode vir a ser) o yoga. Sem elas, todas as que mencionei e mais algumas, duvido que estivesse onde estou agora. Grata! 

A todos que querem experimentar o yoga: Procurem sítios que vos façam sentir bem, em casa. "Professores" que vos abracem com o coração e vos façam sentir a magnificência da vossa alma. Não aconselho yoga em ginásios, não creio que seja o sítio ideal para praticar. Se já tens uma prática-base os videos da Yoga With Adriene são maravilhosos (faço-os para consolidar a minha pratica em casa). Yoga ao ar livre é "tudo de bom". Experimenta! Para quem é da zona do Porto, juntem-se à aula de yoga à luz das velas em Ermesinde dia 25 às 20h30 na Hora do Planeta - aproveitem e vejam as iniciativas perto de vocês!

Namasté.

Cosmética Natural

Novas aquisições #10 {in my way to the green beauty}

quarta-feira, março 22, 2017

Antes de ir para Londres a minha pele estava a sofrer uma desidratação profunda. Podem não acreditar, mas de um momento para o outro, ela ficou tão mas tão seca! E não, não era da água, eu bebo religiosamente 2L de água por dia. Não sabia que fazer, a pele começou a escamar e com a viagem a Londres comecei a entrar em pânico. Se com o frio daqui a minha pele já estava assim quanto mais em Londres?! Resolvi então ir à melhor loja de sempre (que tem as funcionárias mais fantásticas) à Organii no Centro Comercial Miguel Bombarda. Vim de lá recheada de miminhos para a minha pele e uns conselhos fantásticos. Vou-vos falar deles e de mais dois produtos. Vamos a isso?

Se nunca ouviste falar da minha rubrica "In my Way to The Green Beauty" lê aqui o que andei a fazer para ter artigos de higiene mais ecológicos e sustentáveis. 


1) Tampões Natracare Regular & Super ~ O primeiro produto que vos vou falar é dos tampões da natracare. Já vos falei aqui da minha rotina no que toca à higiene íntima feminina. Apesar de ser fã dos pensos de pano, quando tenho alturas em que fico longe de casa muito tempo uso sempre os tampões. Desta vez comprei estes da Natracare na Quintal Bioshop por  3€ sensivelmente e traz 20 tampões cada embalagem. E têm o packing mais giro!

2) Hidratante de Lábios da Mádara ~ Pele desidratada é sinónimo de lábios cheios de fendas. Os meus lábios sofrem muito com o frio então tenho que estar sempre a hidratá-los. Este hidratante promete fazê-lo de forma intensa e com um sabor maravilhoso a framboesa. Usei-o diariamente na minha viagem a Londres e resulta a 100%. Fiquei mesmo contente com a compra, é um género de gloss que não cola e hidratante com profundidade. Comprei-o na Organii por 9€.

3) Esfoliante de Mãos da Rituals ~ Este produto chegou às minhas mãos em Janeiro, sensivelmente. Foi uma prenda dada com muito carinho. Uso-o sempre que faço a manicure e as minhas mãos agradecem. Os produtos da Rituals têm um cheirinho completamente terapêutico para mim. (Já sabemos que os ingredientes da Rituals não são os melhores mas também sabemos que eu sou uma apaixonada por esta marca!)

4) Leite de Limpeza da Mádara ~ Esta foi uma doce sugestão da funcionária que me ajudou quando fui à loja da Organii pedir ajuda. Normalmente usava um sabonete de argila para lavar a cara, fazia uma máscara de argila todas as semanas, ela aconselhou-me a parar um bocadinho com tanta argila porque poderia estar a destruir a barreira protectora da minha pele. Para desmaquilhar aconselhou-me este leite e usá-lo como limpeza da pele. Ele é tão confortável e calminho. Parece que estou a limpar a pele com uma nuvem. E o cheiro? Divinal! Uso-o alternadamente com um sabonete de alfazema para acalmar a pele. Custou-me 18€.

5) Creme Hidratante SOS da Mádara ~ Deixei o melhor para último! Mais uma sugestão fantástica! A pele desidratada pode ter várias consequências: stress, alterações drásticas de temperatura, hormonal e falta de líquidos (e disseram-me que também podia ser falta de gordura). Ainda não descobri o porquê da minha ter tido um "break down" mas está a ser tratada! Ainda não está 100% recuperada mas recuperou muito com este creme. É um creme hidratante sos para todo o tipo de peles: peles com tendências oleosas incluindo! A textura é mesmo calmante (e é cor-de-rosa!) e a minha pele dá-se muito bem com ele. Uso-o de manhã e à noite e tem corrido tudo bem. Foi o creme mais caro que algum dia comprei, custou 33€ mas está a valer a pena cada cêntimo. 

Um xi- não testado em animais, biológico, 
100% biodegradavel e só com produtos naturais, 
Mariana.

Viagens

Quatro dias em Londres {dia 4}

terça-feira, março 21, 2017

Os últimos dias das viagens são sempre complicados. O coração aperta e a nossa razão desperta-nos para um "até já" próximo. Partir chega cedo de mais, mas a sensação de regresso é sempre fantástica. Saber que chegamos mais ricos, mais cultos, com mais brilho no olhar. Viajar abre horizontes, expande mentes e conecta corações. Viajar é, para mim, das maneiras perfeitas de saborear a vida. Vamos lá então ao nosso último dia em Londres? 

Dia 1 | Dia 2 | Dia 3 | Dia 4  


Acordamos no nosso último dia por terras Londrinas cansados e com um tempo de chuva a aproximar-se. Subitamente pareceu que as nuvens choravam por nos irmos embora. Reservamos a manhã para ver mais uma vez o Big Ben (que eu não me canso de observar), as casas do Parlamento e a Abadia de Westminster (não entramos, apenas vimos por fora). Demoramos mais uma vez o nosso olhar pelo rio e demos a última caminhada junto a ele. Almoçamos em Oxford onde assistimos ainda a um incrível espectáculo de dança (quase que parecia um bocado do filme do Step Up - adorei!).


Depois de almoço fomos ao hotel buscar as nossas malas e daí partimos para King's Cross. Nesta zona por favor não deixem de ver a estação de St. Pancras é lindíssima! Ainda em King's Cross para quem é amante de Harry Potter é imperativo ir à plataforma 9 3/4 e a sua loja. Estivemos uns largos minutos à espera para entrar na loja mas valeu a pena. É um sonho! A sério! Um must para todos aqueles que vibram com varinhas, feijões mágicos e tudo o que o Harry Potter trouxe à nossa vida.


A partir de King's Cross no meio de uma tempestade apanhamos o autocarro para o aeroporto e umas horas depois já estavamos de volta ao nosso belíssimo Porto. Voltamos com o coração recheado de amor, histórias e fotografias deliciosas. Londres, és maravilhoso, see you later.

Viagens

Quatro dias em Londres {dia 3}

sexta-feira, março 17, 2017

Quando vais numa viagem curta sabes que a certo momento o teu corpo começa a acusar cansaço. Os pés latejam de dor, tens olheiras de panda, as pernas já não conseguem andar tão rápido quanto querias e ao final do dia tudo o que queres é uma cama. Mas sabes também que esse cansaço é das melhores sensações do mundo e tudo o que queres é cansar-te mais, explorar mais, viver mais. Neste terceiro dia acordamos com todos esses sentimentos e preparados para mais um dia na nossa cidade do amor. {preparem-se porque este post é longo}

Dia 1 | Dia 2 | Dia 3 | Dia 4  


Começamos o dia abraçados por um sol fenomenal. Os últimos dois dias, como podem ver nas fotografias, foram cinzentos. Este sol aqueceu-nos a alma e recuperou algum cansaço. Decidimos que a primeira coisa que íamos fazer no terceiro dia em Londres era ver o render da guarda no Palácio de Buckingham


Tínhamos lido que devíamos ir uma hora mais cedo, mas não fomos. Fomos meia hora mais cedo, sensivelmente, e já estava lá tanta mas tanta gente. Felizmente conseguimos arranjar um lugar mesmo jeitoso, onde conseguimos ver bem a "dança dos soldados" (que é tão giro!). Se quiserem ver o render da guarda, preparem-se para esperar e se rirem muito com os polícias pelo menos os daquele dia eram hilariantes e super simpáticos! "Mariana, achas que vale a pena esperar tanto tempo para ver o render da guarda?" Sim, vale. Acho que é daquelas coisas que se tem que ver e saborear pelo menos uma vez na vida. [Tenham atenção às horas e aos dias em que existe render da guarda porque eles variam durante o ano todo]

Sim os patos Londrinos são muito fotogénicos.

Assim que o render da guarda acabou a multidão começou a dispersar e facilmente se consegue ter um momento de relativa calma em frente ao palácio e uns segundos em que nos sentimentos realeza. Daí fomos a pé até o St. James Park outro parque que é delicioso. Conhecê-lo num dia de sol foi uma verdadeira dádiva, cheio de patos e gaivotas "estranhas" ficamos um bocadinho de tempo sentados num dos bancos a absorver o sol e a vivenciar aquele momento. Quando viajo (e não só) gosto muito de me sentar em banquinhos ou esplanadas e simplesmente respirar e absorver o que está a acontecer. Se não costumam fazer isso, aconselho-vos vivamente.


Seguimos até Trafalgar Square onde sentimos o "bombear" de Londres. Considero que esta seja uma daquelas praças onde se sente a cidade a acontecer. Percebem o que quero dizer? Daí fomos até Convent Garden, tudo isto a pé: vêm o que vos disse do metro? Não é preciso usar tantas vezes quanto pensamos. A Joana  aconselhou-nos a ir até ao Neals Yard e como somos bem comportados foi para lá que nos dirigimos.



O Neals Yard é quase como um paraíso de cores. Fica um bocadinho escondido mas vale mesmo a pena a descoberta. Não sei, mas eu fiquei com a sensação que ali o sol até brilhava mais. A coisa mais fantástica: um cabeleireiro chamado de "cabelo de fada". Como não amar?


Almoçamos no Wild Food Café, também aconselhados pela Joana. O Wild Food Café é um sítio raw e vegan. A decoração é tão "mãe natureza" que entrar lá foi sentir-me em casa (ou num sítio qualquer retirado de um sonho). Mas vou-vos ser sincera, se não estão habituados a comer cru e vegetais este sítio talvez seja demasiado para vocês. Eu cá fiquei fã, mas mesmo fã. Fiquei maravilhada com as combinações e vi na ementa coisas que nunca me lembraria de cozinhar! Comi a melhor salada de kale e kimchi da minha vida. Tão leve, saborosa e nutritiva. O meu género de comida, sem dúvida. (O único grande senão: é caro, foi a refeição mais cara que fizemos em Londres).

A melhor salada da minha vida, sem dúvida.
Depois de termos a barriga cheia fomos a um dos sítios que eu mais queria ir: Nothing Hill. A sério, queria tanto vir aqui! Sou uma fã assumida do filme e sempre que o vejo penso "aquelas casinhas são a minha cara". Não fiquei de todo desiludida, aquelas casinhas eram realmente a minha cara. Nothing Hill é perfeito à sua maneira e mais uma vez o sorriso não me saiu da cara. Para quem viu e para quem não viu o filme: vão a Nothing Hill!


Já fomos quase no final do Portobello Market por isso sei que não vimos a rua no seu explendor mas mesmo assim é tão engraçado, tão vivo e tão tentador! As frutas, as banquinhas com chá o artesanato... dá vontade de comprar tudo! Para a próxima, para mal da minha carteira, temos que ir mais cedo.


Ainda em Nothing Hill apanhamos um comboio e fomos até o Postman's Park. Este parque não é muito conhecido e está bastante escondido. Conheci-o no filme "Closer" e desde então que fiquei apaixonada pelo seu conceito. É um parque criado em homenagem a todas as pessoas que morreram para salvar a vida de alguém. Nos azulejos que podem ver nas fotos têm o nome das pessoas, a data e o porquê da sua morte: porque não foi em vão. Quando cheguei a este parque arrepiei-me muito, sabem? Achei-o tão bonito, tão altruísta, tão mágico. É uma ideia linda (há datas desde 1870!) e que se devia repetir pelo mundo todo. Este parque é também a "casa" de imensos esquilos e todos muito simpáticos! A certa altura quase que ia tropeçando num, são mesmo queridos!

Daí fomos até a única igreja que visitamos em Londres (não sou grande fã de igrejas, desculpem-me). A Catedral de St. Paul. É tão mas tão bonita! A entrada é gratuita e é obrigatória. Depois de estar em Roma é difícil encontrar uma catedral que nos surpreenda, mas esta esteve à altura! Curiosamente entramos numa altura em que estava quase a começar um concerto de Gospel então foi o timming indicado. Estar naquele sítio tão iluminado e especial a ouvir música ao vivo foi perfeito!


Ao pôr-do-sol fomos até ao shopping One New Change. "Mariana porque é que foste a um shopping? Logo tu que não gostas de shoppings". Porque este shopping tem um terraço com uma vista soberba para Londres. Quase ninguém conhece (mais uma vez obrigada pinterest!) e é lindo! A sério, se estiverem por perto vão lá. Quando fomos não estava quase ninguém e as pessoas que estavam quase que aposto com vocês: eram locais. É tão bom para mim ir a sítios "não turísticos" e ser espantada com a beleza. Aconselho! 


Acabando o dia fomos até o Harrods. O shopping mais incrível que eu já vi! A sério. É lindo, lindo, lindo! A decoração, a forma como as coisas são apresentadas, acho que é uma passagem obrigatória. A parte da comida é um desafio porque apetece comer tudo, tem tudo tão bom aspecto! Neste shopping vão encontrar preços exorbitantes e marcas super famosas. Se gostam de compras este é o sítio indicado e mesmo que não gostem... deixem-se maravilhar!  Como esta foi a nossa última noite em Londres fomos mais uma vez passear para a beira do rio e do Big Ben. O que será que fizemos no nosso último dia em Londres? 

To be continued...

Viagens

Quatro dias em Londres {dia 2}

quinta-feira, março 16, 2017

Quando viajo, mais do que querer ver os grandes museus e estátuas, o que mais gosto de visitar para além das grandes praças são os jardins escondidos, as coisas que só os locais parecem conhecer, lugares que realmente transparecem a cidade. A nossa viagem a Londres como não podia deixar de ser estava recheada de locais assim. Preparados para o segundo dia de viagem?

Dia 1 | Dia 2 | Dia 3 | Dia 4  


Começamos o dia com uma visita a Holland Park. Uma zona que me deslumbrou pelas casas, lojas e modo de vida. Imaginava-me perfeitamente a viver aqui. Foi em Holland Park que fomos até o Kyoto Garden, um dos jardins "secretos", pequeninos e cheios de magia de Londres. Um espaço perfeito para uma meditação matinal, um momento de reflexão, de agradecimento e de silêncio. Com lagos com carpas, bancos com citações maravilhosas e pavões este é para mim um "must" de Londres. E cheio de esquilos fofinhos. Saímos de lá tranquilos e renovados prontos para aproveitar o resto do dia. Lá apanhamos o primeiro autocarro vermelhinho e tipicamente Londrino até South Kensington.


A partir daí fomos para o Natural History Museum. O edífico é enorme e lindo, mas vou ser sincera: não fiquei fã das exposições. Vá, tirando a dos dinossauros. A exposição dos dinossauros é maravilhosa! Se forem com crianças aconselho a levá-las lá, quem me dera ter visto o museu quando era mais pequenina. Embora tenha achado o museu interessante, acho-o muito grande e não aconselho a sua visita total para quem tem pouco tempo de estadia em Londres. O que vale mesmo a pena ver no Museu, na minha opinião, é o tecto da cafetaria. É lindo, lindo, lindo! Parece saído do filme da "Bela e o Monstro" ou uma coisa parecida. Estejam atentos quando lá forem.


Mesmo ao lado do Museu de História Natural têm o museu da Ciência. Quisermos lá ir porque vimos que haviam carros. Bem, nós não descobrimos carros e na verdade achei o museu uma decepção. Aconselho a visita a quem tenha mais tempo para ficar em Londres e talvez para pessoas mais novas do que 23 anos (digo eu).

Depois da "dose" de museus (todos gratuitos) decidimos ir passear para o Hyde Park - que vai ser sempre das minhas zonas favoritas de Londres, sem dúvida. Há qualquer coisa naquele parque, no seu ambiente, que me tranquila como poucos sítios o fazem. "Almoçamos" por lá com a facilidade de arranjar comida vegetariana em cada esquina (o verdadeiro paraíso).


Decidimos depois ir de metro para London Bridge e paramos no Borough Market. Sim, outra coisa que adoro ver em viagens: mercados! Este aqui já estava a "fechar" mas deu para transparecer a sua beleza. Aliás, deu-me vontade de comprar tudo! Lembrou-me um bocado o Mercado do Bolhão do Porto, por isso, mais uma vez: senti-me em casa.


Depois de um passeio pelo mercado, passamos a London Bridge ao pôr-do-sol, que é uma sensação incrível! Sabem aquelas sensações indescritíveis? Esta foi uma delas. Esta ponte é tão imponente e mágica que ir a Londres e não a ver é quase como ir a Roma e não ver o papa! Passado para o outro lado fomos ver a Tower of London (por fora) e passear mais uma vez ao lado do rio.


Daí seguimos para o Sky Garden, que prometia ser uma das vistas mais bonitas de Londres. Estivemos trinta minutos à espera para entrar, fomos revistados, mas valeu tããão a pena! Estão a ver a fotografia da vista? Não faz juz. De todo! É de tirar a respiração e de agradecer mil vezes o facto de estarmos vivos e de podermos conhecer sítios assim. Por favor: se forem a Londres vão ao Sky Garden. Por favor! Não há palavras para tanta beleza. (Ir ao Sky Garden é gratuito mas tentem não ir muito "desportivos", os senhores que estavam à nossa frente iam com roupa de desporto e a senhora que lhes fez a revista disse para a próxima terem mais cuidado na apresentação.)

Saímos maravilhados do Sky Garden e rendidos à beleza de Londres. Voltamos a China Town e a  Oxford para visitar as ruas com mais calma. China Town é interessante de passear, mas sinceramente não fiquei convencida. Já com a loja dos M&M's a história foi bem diferente. Fiquei rendida e conhecem agora uma nova fã desses chocolates (a versão crunch), nunca pensei que visitar uma loja me fizesse apaixonar por um chocolate mas fez, oh se fez! Outra loja que é de apaixonar (para quem gosta) é a do Lego. Legos do Batman e da Bela e o Monstro. Dá para pedir mais alguma coisa? Perfeito!


No final, fomos jantar ao restaurante vegetarianos que a Joana nos queria levar na noite anterior: o Ethos. E verdade era o restaurante não só era lindo, como a comida era maravilhosa! Não foi muito caro, porque era em buffet, e valeu cada dentada. No fim do jantar, fomos até à loja da Disney (a dez minutos dela fechar, fomos muito espertos) e tive direito a sentar-me numa carruagem de abóbora. Digam lá se não é o sonho de qualquer mulher?! Ahaha.

Levo deste segundo dia em Londres alguns dos sítios mais bonitos que vi e que encheram o meu coração. Relembrá-los é também relembrar o brilho nos olhos e o sorriso constante na cara. E ainda só vamos a meio da viagem...

To be continued...

Viagens

Quatro dias em Londres {dia 1}

quarta-feira, março 15, 2017

Contei-vos aqui que em Fevereiro passei quatro dias em Londres e prometi que iria falar-vos da viagem. Então aqui estou eu, pronta para vos descrever quatro dias perfeitos de uma promessa feita há seis anos atrás e um conjunto de histórias felizes. O post está dividido em quatro e eu vou tentar não me alongar muito. Vamos a isso?

Dia 1 | Dia 2 | Dia 3 | Dia 4  

Foi a segunda vez que fomos a Londres por isso já tínhamos umas luzes do que era e isso ajudou-nos muito a programar estes dias. Os posts da Adriana também me deram algumas luzes e claro, a Joana iluminou-me o caminho todo. Tenho amigas que para além de fantásticas são óptimas a fazer roteiros. Mas bem como estava a dizer, antes de irmos fizemos uma lista daquilo que queríamos ver (obrigada pinterest pela inspiração!) e guia-mo-nos por isso. Aconselho a fazerem uma lista deste género sempre que vão viajar. Mas primeiro, as informações importantes:  

Chegando a Londres: Viajei na Ryanair do Porto para o aeroporto de Stansted e comprei o bilhete de autocarro na EasyBus demorou 1h15 a chegar a Kings Cross. A viagem de ida e volta ficou-me sensivelmente a 20 (não foi comprada com muita antecedência). Fiquei alojada na zona de Finsbury Park num hotel pequenino mas muito bem localizado e que nos guardou as malas durante horas no quarto dia. 

Transportes em Londres: Seguindo o conselho da Joana, comprei um cartão e carreguei-o com 20£. Esse cartão dava para comboios, metro e autocarro. Sendo que se por dia chegasse aos 6.8£ (sensivelmente quatro viagens se não me engano) o metro não cobrava mais. Fica muito mais em conta do que os passes diários. Nos quatro dias gastei 22£ em transportes (e abençoado dinheiro!)


No primeiro dia tínhamos uma lista de desejos enorme e uma vontade imensa de começar a explorar. Saímos do Porto às 6h e às 9h30 já estávamos livres em terras inglesas. Eram 11h sensivelmente quando chegamos a Kings Cross, arranjamos um mapa e fomos para Camden Town fomos a pé e demoramos cerca de quinze minutos. Sim, íamos com as malas atrás de nós, mas achamos que não valia a pena está a ir para o hotel e voltar. Almoçamos em Camden aquelas que foram as melhores batatas fritas doces que algum dia comi. As opções eram imensas e o paraíso dos vegetarianos havia opções em todos os lados! 


Depois do almoço tomei o meu primeiro chá inglês numa casinha de chá no Mercado maravilhosa. O senhor era tão simpático! Lá na casa de chá havia uma caneca que dizia "tips for karma", achei maravilhoso! (Quando tiver a minha casa de chá vou colocar isto!). Camden é enorme e cheia de sítios pequeninos e fantásticos. Vale a pena explorar com atenção, fica a dica para uma próxima!

Depois do almoço fomos encarar o metro de Londres. No início, vou admitir, foi uma confusão!! Tantas linhas, tantas pessoas, tantas cores. Foram preciso cinco minutos para me habituar, mas depois disso já me orientava bem e passei a amar o metro. Do hotel fomos para aquele que eu considero o melhor museu de Londres. Ok, eu não vi quase museu nenhum mas este foi maravilhoso. Rendi-me completamente. Imperial War Museum. A entrada é gratuita e na minha opinião vale muito a pena. O andar referente ao holocausto é de cortar a respiração. Para quem não sabe eu tenho particular interesse nos assuntos do holocausto. Já fui a Auschwitz, Briknau e a Struthof. A parte da exposição do Impertial War Museum na minha opinião está mesmo completa e muito bem feita. Na realidade foi a minha parte favorita do museu, o resto é para amantes do exército (tanques, história dos veículos, etc). Valeu muito a pena! 



Já saímos de noite do Museu, quase que tiveram que nos expulsar. Então daí fomos para o centro de Londres. E acreditem, só aí é que eu me apercebi que estava mesmo em Londres. Ver o Big Ben o London Eye. Parecia uma criança, o meu sorriso interior e exterior era gigantesco. Londres tem verdadeiramente um espaço muito grande no meu coração. Não me canso de olhar para o Big Ben e saber que aquela paisagem é das mais bonitas que já vi e senti. Passeamos na marginal do rio com um chá quente nas mãos e com os olhos a brilhar. Uma das coisas obrigatórias em Londres para mim é: passear tantas vezes quanto possível junto ao rio, é tão absorvente!


Do Big Ben partimos para Picadilly a pé (Londres é quase como o Porto consegue-se andar bem a pé para muitos sítios sem ser necessário o metro) onde nos encontramos com a Joana. E foi aí que eu conheci uma das lojas com o melhor cheiro do mundo: a loja dos M&M's. Vou-vos dizer eu até não era grande fã de M&M's mas a minha paixão nasceu ali, naquele instante. Por favor, vão lá (ou então não para bem da vossa saúde). Da loja fomos para Oxford onde ainda paramos nalgumas lojas, a Joana mostrou-nos ainda Soho e China Town e o roteiro acabou num restaurante mexicano onde decidimos jantar todos e nos perdemos à conversa horas que pareciam não ter fim. No jantar recebemos mais umas dicas da Joana e do G. (que são mais do que adoráveis e fantásticos!)


Acordados desde as 4h30 da manhã o dia acabou tarde, já com muito cansaço à mistura mas uma alegria imensa a preencher-nos o coração. Do centro de Londres apanhamos o metro e em 20minutos já estávamos no hotel (que tinha a cama mais confortável do mundo). Neste dia andamos muito a pé e apanhamos muito frio. No meio da confusão da novidade a viagem não podia ter começado de melhor forma. O que acontecerá nos restantes três dias em que estive em Londres?

To be continued...

Leituras

"Um mundo sem queixas"

terça-feira, março 14, 2017


Este foi o primeiro livro que li em 2017 (sim, já lá vão três meses) e não podia ter começado as minhas leituras de melhor forma. Chegou-me às mãos porque a A. o leu e disse que eu "tinha que ler". Segui o conselho dela (como faço quase sempre) e comecei a ler o livro que mudou a minha perspectiva sobre aquilo que sou e que digo. Não me interpretem mal mas quando vi que era um livro sobre "queixas" achei que não ia acrescentar muito à minha vida. Considero-me uma pessoa bastante positiva e de bem com a vida, as queixas - pensei eu - não seriam uma grande presença na minha vida. 

Isto era o que eu pensava antes de começar a ler este livro. Basicamente o autor: Will Bowen propõe que durante 21 dias não nos queixemos. Fácil, não é? Não. Nada. Frustrante até, na realidade. Abracei o desafio assim que comecei a ler o livro e de repente apercebi-me como a nossa sociedade está moldada às queixas - e eu. Basta um simples "Está tanto frio hoje!!" E lá está uma queixa que usamos frequentemente para quebrar o gelo muitas vezes [pelo menos queixar-me do tempo é dos meus tópicos de conversa favoritos]. Isto é só um exemplo porque na realidade o nosso diálogo exterior e interior está cheio de queixas mesmo que a maior parte das vezes não tenhamos consciência disso. Crescemos no meio de queixas e elas tornam-se um hábito que é difícil de deixar. No livro são relatados vários casos verídicos que nos inspiram na mudança.

"A manteiga de amendoim acabou! Logo hoje que me apetecia tanto.", "Estou tão cansada ontem o treino foi mesmo puxado.", estes são exemplos de algumas queixas minhas que faço continuamente (vá tirando a da manteiga de amendoim às vezes é o gengibre que acaba, ihih). Podem-me dizer: Mariana, isso não são queixas, são constatações. No livro fala-se muito da conotação que damos aquilo que dizemos. E neste caso estas frases eram queixas, argumentos que eu disse para me colocar inconscientemente no papel de vítima. O que eu queria era atenção porque tinha ficado sem a minha manteiga de amendoim e porque estava cheia de dores. Percebem onde quero chegar? O autor chama a atenção para a tendência que temos de nos queixarmos para nos colocarmos no papel de vítima e logo termos mais atenção. Atenção tudo isto é feito de forma inconsciente mas a partir do momento que nos apercebemos disso temos que admitir que é a pura realidade. Queixar-nos é uma forma perfeita, aparentemente inofensiva, de ter mais atenção. 

Aliás o autor chama a atenção para a conotação que damos em tudo aquilo que fazemos e dizemos. As nossas palavras têm uma influência muito grande nos outros e em nós próprios, não as devemos dizer em vão - como acontece tantas vezes. A questão é que as queixas e o nosso discurso direccionado para o lado menos bom têm consequências no que diz respeito à nossa própria perspectiva da vida e do momento. Mudar o nosso discurso é mudar também a nossa forma de olhar e de perceber o que se passa à nossa volta. Estou desde Janeiro a tentar estar 21 dias sem me queixar, ainda não consegui, mas está tudo bem, tem sido uma caminhada engraçada. A pulseira que vêm na fotografia foi-me oferecida pela A. e o objetivo é mantê-la 21 dias no mesmo braço. Sempre que me apercebo de uma queixa tenho que a mudar de sítio. É um relembrar que o meu mundo sem queixas é um mundo bem melhor - e acredito que o vosso também. Se não conhecem este livro aconselho-vos a lerem, é um despertar magnífico para a nossa presença nesta vida. Vamos tentar não nos queixar hoje?


** Update **

sexta-feira, março 10, 2017

Como assim já estamos quase a meio de Março?! Os primeiros raios de sol chegaram e acordaram-me para a atualidade. Tenho pensado todos os dias neste blogue. "Devias escrever Mariana, arranja tempo porque estás a precisar". Tenho uma lista enorme de coisas que quero falar com vocês mas no meio de tanto objetivo que me propus a alcançar o blogue não está nas minhas prioridades, infelizmente. 

Depois quem me conhece sabe que eu gosto das coisas "bonitinhas", para mim escrever no blogue não é só escrever, é fotografar, editar e reler. O que no seu conjunto me tira uma hora no mínimo. Há dias em que uma hora é assustador, tanto como passar mais uma semana sem vos escrever (ou me escrever?). Li há uns tempos um post da Ana Go Slowly sobre a "busca da perfeição" e como ela disse e muito bem: Mais vale feito do que perfeito! Então lá vai o meu texto imperfeito sobre a atualidade...



De Janeiro a Março muitas coisas aconteceram, cá vai a enchente de novidades (get ready!)

➸ O Projecto Cartas Cruzadas criou instagram e como escrevi aqui começou a ser patrocinado pelos CTT (sim, leram bem, não podia ser mais fantástico!)

➸ Estou desde Janeiro a treinar praticamente todas as semanas e a seguir um plano de reeducação alimentar, não me pesei desde então, mas sinto-me cada vez mais leve, saudável e determinada! Para este desafio conto com a melhor dietista de sempre: Simone Fernandes.

➸ Li um livro fantástico que se chama "Um Mundo sem Queixas" (vou falar sobre ele no blogue!) e neste momento estou a reler "Os Maias". Não tenho lido tanto quanto gostaria, mas ainda vou a tempo do objetivo!

➸ Estabeleci parceria com a marca ImporChá - distribuidora portuguesa da English Tea Shop, se quiserem comprar um chá maravilhoso contactem-me.

➸ Viajei a Londres durante quatro perfeitos dias, e quero contar-vos tudo, porque vi coisas maravilhosas que tenho que partilhar. 

➸ Estou a trabalhar em três projectos ao mesmo tempo e em breve partilho com vocês os resultados (e espero que gostem tanto quanto eu).

➸ Continuo a ter sessões de coaching semanalmente e é a Sónia que me permite estar sempre tão determinada e alegre. Nenhuma palavra traduz a gratidão imensa que sinto por ela ter entrado e permanecido na minha vida.

Um xi- e obrigada pela companhia
Mariana

Amor-meu.

terça-feira, fevereiro 14, 2017

Apaixonei-me por ti no dia em que te vi. Com os teus olhos castanhos que aumentam de tamanho quando estás a ouvir alguma coisa que te interessa. Apaixonei-me pelos teus cabelos loiros que há uns longos anos pareciam saídos de um conto de fadas: de tão perfeitos e encaracolados. Apaixonei-me pelo teu sorriso na primeira vez que o vi, e todas as vezes que o sucederam.

Apaixonei-me inclusive pela forma como estalas os dedos, como o teu nariz fica muito vermelho cada vez que choras e como tens tendência para cair no meio da rua. Apaixonei-me pelas tuas mãos frias, pelas tuas indecisões e pelos teus abraços calorosos. Pelo teu coração de manteiga e pela tua capacidade de perdoar e de acreditar que tudo vai ficar bem. Apaixonei-me pelo teu sotaque, as tuas marcas de varicela e pela cicatriz que tens no joelho da única vez que andaste de skate. 

Gosto da forma como ficas nervosa quando conheces alguém pela primeira vez, mas passado uns minutos já a tratas como se se conhecessem de sempre. Gosto da forma como não desistes - mesmo quando todo o mundo te diz para desistires. Gosto da forma arrebatadora com que abraças as tuas crenças e há-de quem desrespeitar isso. Gosto da forma como 

Encantei-me pela tua mania de cheiros, pela tua obsessão por coisas arrumadas e maneira como não te controlas sempre que vês um novo livro. Apaixonei-me pela forma como tens sempre saudades de quem te fez bem (mesmo que já te tenha feito mal) e por mesmo assim te esqueceres sempre dos aniversários das pessoas: mas nunca do quão elas significam para ti. Apaixonei-me pela facilidade com que te apaixonas: por uma música, uma paisagem, um sonho, um mundo, por pessoas.

Apaixonei-me por seres uma pessoa de pessoas e por no teu coração caberem mais pessoas do que seria de esperar. Apaixonei-me pela forma como queres sempre ajudar, e como o teu olhar pode transmitir tanto carinho. Apaixonei-me até pela forma como te irritas, como discutes e como dás sermões como ninguém: a ti mesma inclusive.

Apaixonei-me por ti no dia em que me conheci sabendo que também nós tivemos as nossas desavenças, que o nosso amor quase acabou e que houveram dias em que não gostei nada de ti. Mas foi desde o primeiro dia, desde a primeira hora que sabia que eu era o amor da minha vida.

Cosmética Natural

Novas aquisições #9 {in my way to the green beauty}

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Como assim a rúbica "in my wau to the green beauty" celebra três anos este ano? O tempo passou tão rápido. Lembro-me perfeitamente deste dia, em que decidi tirar tudo dos meus armários e comecei a vasculhar os ingredientes todos. E de repente já se passaram três anos em que me comprometi a usar cosmética natural, biológica e sustentável. Parece-me que ainda foi ontem que comecei a jornada, mas afinal já se passaram três anos (e neste tempo nunca ninguém me disse que tinha mau aspecto, portanto estes produtos funcionam perfeitamente!). 

Se nunca ouviste falar da minha rubrica "In my Way to The Green Beauty" lê aqui o que andei a fazer para ter artigos de higiene mais ecológicos e sustentáveis. Desta vez trago-vos novas aquisições e outras que já fazem parte da mobília. Vamos a isto?


1) Kit Become Organic da Mádara - A Mádara é o meu grande amor. A minha pele e ela têm uma relação perfeita e sinceramente nem me imagino sem os seus produtos. Não é a marca mais barata do mundo, mas para mim vale a pena cada cêntimo. Este kit foi oferta dos meus pais pelo aniversário. Normalmente compro este kit uma vez por ano, traz a espuma de purificação que é suave e limpa muito delicadamente a nossa pele, e o creme de dia e o creme de dia em embalagens pequeninas perfeitas para andarem atrás de mim nas minhas viagens. Este kit custou sensivelmente 20 e foi comprado na Organii (uma loja de cosmética biológica que em Portugal existe no Porto e em Lisboa). É perfeito para quem conhecer os produtos, maravilhoso!

2) Leite Corporal da The Body Shop - Outra prenda que recebi no meu aniversário. Embora já tenha decidido que ia deixar de comprar na The Body Shop (como vos falei aqui: "Já sabemos que embora eu adore (ou adorava?) a Body Shop ela foi comprada pela L'Oreal e ao comprar lá estaremos a dar lucro à L'Oreal o que não é o melhor." Porque apesar da The Body Shop dizer que não testa em animais, o lucro vai para uma companhia que testa. Pudemos optar por mesmo assim usar The Body Shop para comprovar a L'Oreal que é possível a sustentabilidade de uma marca que não teste em animais. Eu, sinceramente prefiro não comprar, até porque em termos de ingredientes os produtos não são de todo os mais naturais.) Tenho que admitir que adoro o cheirinho dos produtos dela e este leite corporal é uma dessas coisas. Ainda não arranjei nenhum creme que cheire tão bem quanto os da The Body Shop.

3) Creme Hidratante Lábios dos Três Sentidos - Eu queria comprar um hidratante de lábios para ter na minha mesinha de cabeceira e assim substitui-a a vaselina (que deriva do petróleo é um não imenso à sua utilização!), mas queria que fosse nestes recipientes, então quando encontrei esta marca no Mercado Compaixão resolvi comprar. Custou-me 3€ salvo o erro, mas sinceramente não estou nada nada satisfeita. Não gosto do sabor, nem da consistência. Tenho pena mas ficou muito aquém das expectativas. Por isso continuo na procura por um hidratante labial!

4) Tónico Equilibrante da Mádara - Mais uma coisa da Mádara. Este é um complemento essencial à higiene diária da minha pele. Ainda que admito: não utilizo sempre. É um dos objetivos deste ano. Este tónico ajuda a equilibrar a nossa pele e a harmonizar. O cheiro alterou-se e agora está com um cheirinho fantástico a frutos vermelhos. Custa 15€ na Organii (que também tem loja online, passem por lá)

5) Máscara de Pestanas da Vegan Care - Primeira novidade! A VeganCare já tem página no facebook, já me ouviram falar várias vezes desta marca e já recebi alguns e-mails a perguntar como contactar, cá vai: Facebook Vegan Care. Segunda novidade: já estou a dar os meus passos na maquilhagem natural e este foi o primeiro passo. Assim que vi que a Sofia tinha uma máscara resolvi que tinha que comprar. Salvo o erro custou-me 7€ e para uma apaixonada por máscara de pestanas como eu, foi a escolha certa. Nota-se algumas diferenças, não vou dizer que não, sinto que não dura tanto quanto a normal e borrata mais facilmente, mas fica lindo nas minhas pestanas! Eu tenho as pestanas clarinhas então esta máscara é perfeita para um look mais casual. Normalmente não saio de casa sem ela! Gosto bastante. Aconselho: linda e em consciência? Sim, é possível!

Um xi- sem crueldade, biológico, 
100% biodegradavel e só com produtos naturais, 
Mariana.

Reflexões

Dizer que não.

segunda-feira, fevereiro 06, 2017



Se há coisa em que eu sempre tive dificuldade foi em dizer: não. Sabem aquele não redondo e assertivo? Eu tinha bastantes dificuldades em pronunciá-lo, o que me levou a aceitar coisas que não queria e a abraçar projectos no qual não estava 100% envolvida. E este, descobri mais tarde, é dos maiores erros que podemos fazer. "Mas Mariana, dizer não é tão mau." E aqui é que nos enganamos. Às vezes dizer que não é tão bom e tão libertador como dizer um sim. 

Um não não tem que estar tão cheio de pena, frustração e negatividade. Um não pode ser: um "desculpa, mas não está nas minhas prioridades". Um não é ter mais energia para abraçar aquilo que realmente nos preenche e arranjar mais tempo para isso. É saber que conseguimos fazer qualquer coisa mas que não conseguimos fazer tudo. É saber os nossos limites e até onde estamos capazes de ir. É conhecer o nosso tempo, a nossa capacidade de abraçar o que nos rodeia e aquilo que o nosso coração realmente quer.

Dizer que não  a umas coisas é sem dúvida dizer que sim a outras. Por isso pensem: na próxima vez que disserem que não a alguma coisa e isso vos fizer sentir mal, pensem que estão a dizer que sim a outra coisa. Tudo tem os dois lados da moeda e o não, não é execepção.

Seguidores

Junta-te ao Facebook

Amantes de Chá

Junta-te ao grupo #umaxícaradechá