Este blogue aconselha: Poison d'amour.

By Mariana Neves - julho 29, 2012

      Andávamos a visitar as ruas em direcção ao Príncipe Real depois de sair do Jardim Botânico de Lisboa, quando num prédio cor de rosa, rodeado de vidros fumados descobrimos mais um recanto mágico da nossa capital: a Poison d'amour. Automaticamente fascinados pela montra decidimos entrar, ainda que tivesse sido necessário um bocado de força para abrir a porta principal. Contudo, todo esse esforço foi compensado quando mal abrimos a porta fomos invadidos por um cheiro a bolos e os nossos olhos se maravilharam com a quantidade e qualidade de bolos que se mostravam à nossa frente. Por momentos, devo admitir, não consegui tirar os olhos do mostrador de bolos. Era tão originais, potencialmente deliciosos e coloridos que me hipnotizaram imediatamente. Mas assim que quebrei (ainda que por meros o segundos) o feitiço e direccionei o meu olhar para a empregada encontrei um sorriso bastante acolhedor, com tendência para o sincero. A senhora deve ter percebido o meu encantamento e deixou-nos ver os bolos um a um, explicando de que se tratava cada um e ainda nos deixou andar a escolher o sítio onde nos queríamos sentar.


          Entre a sala perto da entrada, a sala que dava acesso ao pátio, e o pátio, como é lógico - especialmente numa tarde de Verão - escolhemos o pátio. Este era um miminho, estava decorado com sofás roxos, azulejos em tons de amarelo,as mesas de pedra e as cadeiras relembravam as cadeiras dos jardins mais bonitos de Paris. À volta do pátio via-se ainda as árvores do jardim botânico de Lisboa, o que lhe dava um encantamento excepcional. Uma vez sentados, decidimos por pedir um lanche para cada um. O N. pediu um croissant com amêndoas e um sumo de laranja natural. Eu, como não podia deixar de ser, pedi um chá frio de Rooibos com canela e casca de laranja (que veio muito bem servido, com o tempo de infusão certo e bem fresquinho tal como foi pedido) e ainda ousei experimentar um pudim de banana, que me levou ao céu não só devido à sua textura como ao fiel gosto da banana. Ainda ficamos lá umas boas horas: eu a escrever cartas, o N. a ler uma revista. E assim passamos um bom fim de tarde. Coisas menos positivas a apontar? Os custos, claro. Por este lanche pagamos quase dez euros. O que não se justifica mesmo apesar da boa qualidade. À parte disso, e porque vezes não são vezes, aconselho este espaço mágico na nossa grande Lisboa.


Ler a crítica do fugas ao Poison d'Amour aqui.

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