Vive como se fosse o teu último dia. #

By Mariana Neves - outubro 27, 2012


    
    É verdade. É verdade que devemos viver cada dia como se fosse o último. É verdade que devemos aproveitar cada segundo, cada minuto, cada respirar, cada companhia. E, é também verdade que não o fazemos. Simplesmente, não-o-fazemos. Para que? Haverão mais dias, mais horas, é certo, quase certo. Mentira. Nada é certo. Um dia podemos estar felizes, como no outro temos perdido alguém, por mais invencível que essa pessoa pareça. Na nossa vida, esquecemo-nos que a cada segundo morrem pessoas. E tal, como não estamos livres da sida, ou de outras doenças, também não estamos livres da morte. Muito menos da morte. Ela aparece quando menos esperamos, arrebatamos quando menos precisamos. Ela é assim, verdadeira. E a verdade que nela há, não é só a verdade do adeus, mas também a verdade de que devemos viver cada dia como se fosse o último.
       Pelo menos num período de vinte e quatro horas, devemos satisfazer-nos. Devemos procurar o pote de ouro no fim do arco-íris. Se não houver arco-íris, bem então aí criamos- lo. Nada é impossível. Mesmo que pareça, há sempre maneira (sempre!) de darmos a volta por cima, de sermos felizes. E, digo, que pelo menos num período de vinte e quatro horas devemos satisfazer-nos, porque mesmo que vivemos a vida a cem por cento, não nos esqueçamos de uma simples palavra: esperança. Esperança. É preciso ter a verdade da esperança connosco. É preciso mergulhar-mos nela. Abraça-la. Prova-la. É preciso amá-la. É preciso ter esperança, num futuro. Num futuro que vamos e pudemos viver. Em vícios que pudemos mudar, pessoas que podemos abrigar. Um futuro, num planeta, em pessoas melhores. Em nós próprios sermos melhores. Em acolher-mos o modo de vida, que queremos. Em lutar-mos, sem vergonha alguma, por aquilo que queremos, que acreditamos. E consegui-lo. Temos que ter esperança, no brilho dos nossos olhos.       
    E, o que é a esperança sem a força? Temos que ter também força no sorriso, que cultivamos, que amadurecemos, que partilhamos. Força e esperança. Força para agir. Esperança para não desistir. E, um bocado de coragem. Coragem para mudar-mos. Para mostrar-mos que não estamos contentes com o que vemos. Com a maneira como vemos as coisas, como aproveitamos os nossos dias. A minha mensagem hoje é simples. Vivam como se agora fosse o vosso último minuto, segundo. Não tenham medo de morrer, tenham medo antes, de não viver enquanto puderam. Cada segundo que passa na ignorância, é uma oportunidade que desperdiçamos. Portanto, fechem os olhos. (estão fechados?) Agora, pensem que daqui a um segundo morriam. O que faziam..? Façam-no. Porque verdade seja dita, não sabemos se daqui a um segundo estamos cá, ou se as pessoas ou lugares, de que dependiam os nossos desejos estão cá.

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