Keep the balance.

By Mariana Neves - fevereiro 25, 2014

Desde cedo que acredito na importância do equilíbrio no nosso corpo, na nossa vida. Acredito que, para vivermos plenamente, temos que estar em sincronização com cada milímetro de nós e daquilo que nos rodeia. Acredito não só na importância do equilíbrio como também no seu poder sobre nós. Poder que nos faz quase parecer super-homens capazes de transformar um dia cinzento num dia brilhante.
Há uns tempos li uma frase num livro que me percorreu o coração que dizia “Nós comportamo-nos como aquilo que queremos sentir”. Certamente que isto depende da perspectiva de cada pessoa e da sua forma de viver a vida. Contudo, no meu caso, isto aplica-se piamente. Nestes dias tristes e cansados (que até as nuvens choram), tenho saído de casa com um sorriso no rosto. Porque me quero sentir feliz, porque quero fazer as outras pessoas felizes. Porque me comporto como me quero sentir e isso faz tanta diferença no resto do meu dia! É um atitude diferente, uma atitude que decido tomar. Comporto-me como me quero sentir.
E o que é que é isso tem haver com o equilíbrio? Fácil. Porque me quero sentir equilibrada, segura, saudável e, claro, feliz. Este equilíbrio que voz falo, é um equilíbrio demasiado complexo para poder ser retratado em meia dúzia de linhas, mas é um equilíbrio intrínseco a cada pedaço da nossa vida: saúde, amor, profissão, dia-a-dia, tudo. E por isso mesmo é que ele é tão importante para mim.
Contudo, nem sempre é fácil encontra-lo. É difícil porque este equilíbrio é quase invisível, é preciso muito silêncio para conseguir ouvir os seus passos e o poder encontrar no esconderijo da nossa alma. De vez em quando, tento encontra-lo. Fico calada, no silêncio da solidão, e espero que ele, devagarinho, venha ter comigo. Cumprimenta-me o corpo, e com a mão junto à barriga tento ouvi-lo. O que é que preciso? Que prioridades é preciso restabelecer? O que estou a fazer mal? E de vez em quando lá o oiço. Mas são raras as vezes. Às vezes só o consigo ouvir obrigada. Quando a febre, as dores, o cansaço extremo chega e me diz: Mariana, ouve o teu equilíbrio! E aí voltamos ao inicio e as lutas por andar com ele de mão dada voltam ao zero.
O equilíbrio é quase como um amor proibido, que nos faz bem, mas que nos proíbem de ver e de seguir. E normalmente somos nós os próprios a tornar essa relação impossível. Não é fácil ouvir o corpo. Comecei a fazê-lo porque ele me obrigou. Porque quero estar bem, para as dores não chegarem. E porque uma vida sem equilíbrio, não faz sentido para mim. Por isso, tento comportar-me de forma equilibrada, acreditando no grandioso poder de viver assim, acreditando que um dia esta luta passa a ser uma rotina, e as conversas entre mim e ele se tornam tão grandes que toda a dor desaparece. Para já fica a continuação de continuar esta luta, que é ainda tão pequenina.



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1 comentários

  1. Palavras sábias. Por vezes não é fácil, reprogramar a nossa mente. Mas se tentarmos sorrir, a vida devolve-nos o sorriso. E ouvir o nosso corpo é muito importante. Ajuda a perceber o que nós somos e o que nos equilibra. Ele lá vai dando dicas :)
    Beijos!!!

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