Terceiro objetivo de 2015: Arriscar.

By Mariana Neves - janeiro 06, 2015


Há dois anos atrás, corríamos nós pela Queima de Braga entusiasmada por ver Natiruts juntas. Choveu a noite toda, fizemos quilómetros de Vila Real a Braga para no dia seguinte termos uma frequência, estávamos cansadas com a adrenalina que se sentia no nosso coração. Mas nunca nos largamos. Durante todo o concerto senti-me grata por ter uma mana, amiga, parceira como tu (e tão maluca quanto eu), e sei que todos os dias em que partilhamos a casa e o coração me fizeste ser o mais feliz que podia ser (especialmente quando adormecia no teu quarto e me fazias companhia nos meus serões de escrita, desde esse tempo escrever nunca voltou a ser o mesmo. Cá para nós, fazes-me falta.)
Há um ano, dançávamos música indiana à noite na nossa varanda, onde toda a gente que pudesse passar por lá via e ouvia os risos da nossa felicidade. Há um ano atrás andávamos pelas ruas a cantar músicas que não lembrava a ninguém como se tivéssemos bebido, mas a verdade é que estávamos o mais sóbrias possíveis. Há um ano faltava-mos às aulas só para nos deitarmos na relva a aproveitar o sol. Entre tantas coisas boas e perfeitas que vivemos, que criamos e transformamos, estas são as que mais me lembro. Porque tu, mana, ensinaste-me a sair da minha zona de confronto e mostraste-me que de tudo aquilo que pudemos viver, o melhor está nos desafios, nas ousadias, nas maluqueiras e em todas as vezes que arriscamos. 
Por isso, este 2015, tenho como objetivo arriscar mais. Fazer quilómetros só para voltar a ver o teu sorriso, desafiar o tempo e as leis do normal, para viver a vida como acho que deve ser vivida. Sair da minha zona de conforto e fazer aquilo que não me sinto tão segura em fazer (ver filmes de terror não conta, está?). Acreditar em mim, no mundo e não ter medo, até porque um não é garantido não é? Ter fé no que der e vier, e ter bem presente estas minhas memórias com a M. que me dão alento e força para ir com esta a avante. Vamos arriscar?

Um xi- e "um beijinhos para os pais",
Mariana.

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3 comentários

  1. Todo risco tem um prêmio do sorriso. Tem um encontro com o melhor que há no mundo e o melhor, é quando a vida entrelaça vidas afins num punhado de canto — o mesmo que o nosso.

    É lá, no semelhante que as coisas acontecem e os riscos se transformam em lições mais que essenciais, mas em bem querer e presente, em qualquer conjunção do tempo.

    Que lindo texto, Mariana.

    Beijo n'alma,
    Samara Bassi.

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  2. Lindo texto! :) Me deu vontade de voltar a viajar e me arriscar a conhecer novos lugares, sair sem rumo por aí!

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