Que a (nossa) vida seja sempre em lua de mel.

By Mariana Neves - outubro 10, 2015


É verdade, sou uma romântica incurável. E em termos de romance, a Natureza é o meu amor favorito. Sou capaz de estar horas a observar o céu, a contar as estrelas e a desafiar a velocidade das nuvens. Sou capaz de me perder sobre as folhas de uma árvore ou de contar os malmequeres num relvado. Sou uma romantica e como todos os românticos sabem, o amor mais do que tudo é uma coisa bela. E eu vejo-as, essas coisas belas em tudo o que me rodeia: seja em aldeias desertas ou em cidades caóticas. Seja num castelo abandonado ou num monumento muito conceituado. 
No romance que é a minha vida, há uma deixa que encerra quase todos os capítulos "Fui muito feliz aqui". Por isso, é normal (e talvez um bocado chato para quem ouve, admito) quando se fala de alguma terra que eu já tenha visitado eu dizer "já fui muito feliz aí". Não o digo para me gabar da minha felicidade, nem pelas rotas por onde a vida já me levou, digo porque há cidades que levo no coração. Assim, simples e romântica. (eu não disse que era romântica?) Felizmente, são quase todas as que visitei. Consigo recordar-me do silêncio do Parque Corgo, das chuvas torrenciais de Vilarinho de São Roque e do cheiro a orvalho perto de minha casa. São sítios, mas às vezes são muito mais que isso: são memórias, pessoas e luas de mel.
Disseram-me recentemente numa conversa que tive sobre algumas terras onde já vivi "se eu for de lua de mel com o meu marido para esses sítios também seria feliz." Curiosamente em todas as cidades onde já fui muito feliz, aterrei lá completamente sozinha e lua de mel nunca tive uma (nem casamento, portanto). Acho que isso da "lua de mel" é um estado muito ilusório. Mas sem colocarmos a opção de lado, então escolho que no meu romance vou por aí à descoberta de novos sítios na lua de mel da minha própria vida. Para que hajam sempre sítios lindos, onde certamente serei muito feliz. Se a felicidade depende da lua de mel (para algumas pessoas) então que seja a nossa própria e exclusiva lua de mel, sem precisar de maridos ou mulheres. Nossa, só nossa. Vamos?

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1 comentários

  1. A felicidade está mais dentro do que fora. O lugar, claro que eterniza, eternece, colabora.
    Que haja mel é no olhar
    e doçura nos gestos.

    Lindeza sempre quando está de volta!

    Saudades da sua vinda em meu quintal.

    Beijo n'alma,
    Samara Bassi.

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