Baluartes ~ Uma vida com banda sonora. {Diogo Lopes}

By Mariana Neves - maio 10, 2016


Este livro podia ser do meu Diogo, mas não é. Quem o escreve é o Diogo Lopes, um rapaz com 16 anos e presidente da Associação Portuguesa Charcot-Marie-Tooth. A Charcot-Marie-Tooth é uma doença rara neurodegenerativa e o Diogo Lopes é o defensor desta causa em Portugal. 

Este é o segundo livro que leio do autor e nunca mais o vou esquecer. Escrevi no meu perfil do goodreads: «Este livro foi, provavelmente, o livro que eu li com mais atenção e rapidez. Não consegui parar de ler, foi um autêntico vício para mim. Em menos de um dia deixei-me perder nas ruas de Lisboa e nos corredores do Conservatório Nacional com a companhia do Diogo Lopes. Senti as palavras com toda a emoção possível: chorei, sorri e levei uns valentes murros no estômago. Como é que uma pessoa com dezasseis anos consegue escrever de forma a que umas vezes o nosso chão desapareça e outras como se fossemos donos do céu?! Sei que esta foi a primeira leitura deste livro. Não vou resistir a rele-lo umas quantas vezes pela vida fora. Se o objetivo do livro é que a doença Charcot-Marie-Tooth fique na minha cabeça, sei que as 250 páginas destes desabafos do autor ficarão também no meu coração. Excelente! "Lembra-te que não é o fim, apenas o desvio." Que todos os desvios da nossa vida sejam tão fantásticos como este livro.» Acrescentava mais umas quantas palavras a esta review, mas a única coisa que vou acrescentar é: Já tenho saudades de ler o livro. É criada uma relação tão forte entre leitor-escritor que sinto que já conheço o Diogo Lopes há anos, mesmo que nunca tenha falado com ele.


Desde o momento que acabei o livro que falo dele a toda a gente. É mais forte que eu, como se fosse um feitiço. De mim este livro já passou para a minha mãe e adivinhem? Aconteceu-lhe exactamente o mesmo que eu: começou e terminou o livro no mesmo dia. No dia em que acabou de ler o livro, já de madrugada fui ter com ela e perguntei-lhe porque não ia dormir "Não consigo parar de ler. Como é que um rapaz de dezasseis anos consegue escrever assim?". Não sei responder. Contínuo a fazer essa pergunta a mim mesma.

Comecei dizendo que podia ter sido o meu Diogo a escrever, porque o meu Diogo também tem esta doença (e esta sensibilidade pela vida e pela escrita). E ler este livro estando tão perto da realidade deles, como amiga e terapeuta, ajudou-me a perceber: os olhares cheios de silêncios, os sorrisos sem explicação e tudo que às vezes não consigo traduzir. Fez-me perceber ainda que estes Diogos têm pelo menos quatro coisas em comum: o nome, a doença, um coração de ouro e a minha eterna admiração. Obrigada.


{Obrigado Diogo, por seres o melhor chinoquinha-olaf do mundo}

  • Share:

You Might Also Like

2 comentários

  1. Não fazia ideia que essa doença existia... Fiquei com muita curiosidade em relação ao livro, já foi para a minha lista de livros a ler!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá Catarina!
      Tenho a certeza que não te vais arrepender :)
      Beijinhos*

      Eliminar